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" O novo governo, composto por homens ricos e brancos, não é representativo da nossa nação", afirma Dilma.



Foto: reprodução.


A ex-presidenta Dilma Doussef concedeu entrevista à revista francesa Elle, onde afirmou que o fato de ser mulher foi decisivo para que ela sofresse o impeachment. “Os homens da direita conservadora, que não conseguiram conquistar o poder pelas urnas, tentaram sujar minha imagem durante os oito meses desse processo de destituição”, avaliou Dilma.

“Todos os estereótipos utilizados contra as mulheres foram usados contra mim. Um dia, eu era dura e insensível; no dia seguinte, histérica e frágil”, comentou.

Para Dilma, a sua saída representou um pesado golpe na democracia brasileiro e, desde então, considera que o país retrocedeu muitos anos. "O novo governo, composto por homens ricos e brancos, não é representativo da nossa nação", pontuou.

"O Brasil é composto de 51% de mulheres e uma importante comunidade negra. Mas a mentalidade da escravidão e a ideologia dos privilégios são ainda muito fortes”. “Vou continuar a me expressar, a falar. Aprendi durante a ditadura que a palavra é uma arma extremamente potente”, finalizou.

A ex-presidenta não comentou os casos de corrupção, denunciados na imprensa, que envolveu políticos do PT.