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Oeste: produtores de algodão utilizam de tecnologia para manter liderança no cenário nacional






Considerado o “ouro branco do cerrado”, o algodão é uma importante fonte de renda na região oeste da Bahia. O município de São Desidério é o maior produtor do Brasil, o que ajuda a colocar o estado como segundo que mais produz algodão no país.
Como na última safra o clima seco não colaborou para as plantações na região oeste do estado, alguns agricultores apostaram na tecnologia para reerguer a produção. De todas as lavouras plantadas, a do algodão foi a que menos sofreu com a seca, mas ainda assim, os números ficaram bem abaixo daqueles que eram esperados.

Os agricultores colheram quase 22% a menos do que estava previsto. A média colhida por hectare foi de 165 arrobas, mas a previsão é de que esse número ultrapassasse as 200 arrobas. Cada hectare custa em média, atualmente, quase R$ 8 mil, e o produto é exportado para países como Turquia, Indonésia e China.
Para enfrentar a crise, alguns produtores resolveram investir em alta tecnologia, como foi o caso da família Busato. Eles aumentaram a área plantada de 16.500, para 18.000 hectares. 
Para aproveitar a chuva que chegou mais cedo do que se imaginava, as máquinas atuam por mais tempo, e o trabalho chega a durar oito horas por dia. “A gente plantava e esperava a chuva cair, esse ano está bem diferente, a gente está plantando e a chuva está caindo”, contou Marcos Vieira, gerente da fazenda da família Busato.
Nas fazendas onde o algodão é classificado, tudo é feito com alta tecnologia para evitar desperdícios. As máquinas analisam comprimentos, espessura e a qualidade das fibras do algodão. As análises são feitas todos os dias, como forma de atender a exigência do mercado internacional, como explica Sérgio Bretano, gerente de laboratório da fazenda. 
"Os equipamentos que a gente utiliza estão de acordo com os demais laboratórios do mundo inteiro. Isso tem feito com que o algodão da Bahia tenha sido conhecido a nível mundial como um algodão de qualidade”, disse.
Atualmente, a arroba da pluma está custando quase R$ 90, e a tonelada do caroço é vendida por mais de R$ 1 mil. Otimistas com as previsões climáticas, os produtores esperam que os preços atuais possam ser mantidos por um período maior. “A gente acha que a Bahia é um excelente local para plantar algodão, e também o preço no mercado externo acabou ajudando a tomar essa decisão”, explica o agricultor César Busato.

(G1 Bahia).