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Polícia afirma que agressão dos pais matou bebê de 9 meses.






Foto: arquivo pessoal


A Polícia Civil descartou a hipótese de que o bebê Pedro Silva Carneiro, de 9 meses, teria morrido após cair de um carro em movimento no município de Prado, no extremo sul da Bahia. A versão foi dada pelos pais da criança.

Contudo, o delegado Júlio César Telles, que apura o caso, concluiu que Pedro morreu após ser espancado pelos próprios responsáveis, Jorge Mendes Carneiro Junior e Elisângela Santos Silva. 

Segundo o delegado, a polícia chegou à conclusão após a exumação da criança e da reconstituição do caso. O menino teve traumatismo craniano e a perícia constatou fraturas na face e na cabeça. "O resultado da exumação constatou que ele sofreu agressão que causou fratura na lateral direita da mandíbula e teve até quebra de dentes. Isso foi resultado de um chute ou murro na boca, provavelmente. Além disso, também foram constatadas fraturas em três ossos do crânio. E tudo isso é incompatível com a queda narrada por eles [os pais]. A ação dolosa ficou evidenciada com o resultado da exumação na face", declarou Telles ao G1.

A polícia ainda não sabe se a agressão que vitimou o bebê partiu do pai, da mãe ou de ambos. Mesmo assim, os dois devem ser indiciados por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e pela impossibilidade de defesa da vítima. "Eles se contradizem a todo o momento, a cada nova prova que é descoberta. O bebê saiu da Praia da Paixão, onde estava com os pais, inteiro, sem nenhum ferimento. E, depois, chegou à UPA [Unidade de Pronto Atendimento] com traumatismo craniano. Como só tinha ele e os pais no carro, a polícia não tem dúvidas da autoria das agressões. A perícia também demonstra que não tinha como a criança cair nas condições que foram narradas pelos pais. Para isso, seria preciso que o carro estivesse acima de 80 quilômetros por hora em uma curva bastante acentuada, o que não foi o caso", afirmou o delegado. Os dois estão presos em Teixeira de Freitas.

(Bahia Notícias).