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Chuva irregular provoca quebra na soja no Matopiba




Nesta sexta-feira, 13, muitas áreas de instabilidade atuam sobre as áreas produtoras do Sudeste, Centro-Oeste, Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Somente a maior parte do Sul do país é que está com o tempo mais seco. Ao longo do dia são esperadas chuvas em grande parte da região centro-norte do Brasil. A chuva prevista virá na forma de pancada irregular e em áreas que ainda não registraram nem um gota de chuva o que possibilita o desenvolvimento das lavouras, que até então vem sentindo os efeitos negativos da estiagem.

Em lavouras de soja de Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins e do Piauí a ausência de chuvas generalizadas já causou perdas relevantes, sendo que os percentuais de quebra estão variando muito de microrregião para microrregião. Há relatos de lavouras que estão a mais de 20 dias sem receber uma só gota de chuva e que, portanto, já apresentam quebras de mais de 30% e em outras áreas as perdas não chegam aos 3%, comenta o agrometeorologista Marco Antônio Santos.


Com exceção do Mato Grosso, tirando a região leste, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, todos os demais Estados produtores apresentam quebras em seus potenciais produtivos, por conta dessa irregularidade no regime de chuvas.

No Sul do Brasil as lavouras de milho não apresentam quebras. Já, o arroz, contabiliza quebras pontuais, devido ao excesso de dias chuvosos.

Para os próximos dias, novas áreas de instabilidade estarão ganhando forças sobre a região centro-norte do País. Os modelos matemáticos, ainda mostram a tendência para pancadas irregulares o que beneficia o desenvolvimento das lavouras, uma vez que haverá uma elevação, mesmo que momentânea, dos níveis de umidade do solo. Mesmo com essa previsão para ocorrência de chuvas, a colheita da soja e posterior plantio do algodão e do milho 2ª safra continuarão a todo vapor com paralisações apenas momentâneas, já que não há indicativos de que venham ocorrer longos períodos de invernada.