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Com julgamento de cassação de chapa próximo, Gilmar Mendes viaja com Temer




O presidente Michel Temer deu informações sobre a política brasileira à embaixada dos Estados Unidos em troca de eventual apoio político. Ao menos é o que garante Julian Assange, fundador do Wikileaks, site que divulga postagens de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas.
Em entrevista concedida ao site Nocaute, do jornalista Fernando Morais, Assange afirmou ter encontrado telegramas do então cônsul-geral dos Estados Unidos, Christopher J. McMullen, que apontam que Temer atuou como informante da embaixada americana em 2006, quando era deputado federal.
“Michel Temer teve reuniões privadas na embaixada dos Estados Unidos e forneceu informações políticas às quais muitos não tinham acesso. Discussões das dinâmicas políticas no Brasil. Isso não é para dizer que ele é um espião pago pelo governo americano. Eu não sei, mas não existem evidências que eu tenha visto de que ele seja um espião pago em termos de dinheiro. Falo de outra coisa: de construir uma boa relação de forma a ter trocas de informação de parte a parte e apoio político mais adiante”, revelou o fundador do Wikileaks (assista aqui).
Na entrevista, Assange afirmou ainda que o Brasil é o país mais espionado na América Latina: "E isso é muito interessante, porque alguém poderia imaginar ingenuamente que deve ser Venezuela ou Cuba, porque historicamente foram os maiores adversários publicamente para os EUA, o que não é o caso do Brasil. Por que é o Brasil? Porque tem a maior economia". Assange já havia sugerido antes que Temer teria repassado informações ao governo americano. Em maio de 2016, às vésperas do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Wikileaks publicou no Twitter: “Dilma derrubada em um golpe parlamentar; novo presidente é o informante da embaixada americana Michel Temer”.