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Área de 17 mil hectares na Bahia é delimitada como quilombola


Foto: divulgação

O território quilombola Boa Vista do Pixaim, que fica no município de Muquém de São Francisco, no Território de Identidade do Velho Chico, região oeste da Bahia, teve o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) publicado na quarta-feira (22) pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária da Bahia (Incra-BA).

Com isso, 203 famílias que vivem às margens do Rio São Francisco serão beneficiadas com uma área de 17 mil hectares. De acordo com o Incra, o RTID é o passo mais complexo para o cumprimento da titulação comunitária dos territórios quilombolas. O relatório reúne peças técnicas como o Relatório Antropológico, plantas com delimitação do território e aborda aspectos, agronômicos, ambientais, fundiário e geográfico.

História


A pecuária é um fator pertinente na história da comunidade de Boa Vista do Pixaim. De acordo com RTID, a presença do Rio São Francisco, somado a lagoas e as áreas úmidas de brejo, indicavam ambientes favoráveis para a criação de gados.

O RTID ainda aponta que, a princípio, a ocupação do território ocorreu através de vaqueiros e de negros que eram escravizados sobre a forma de agregados.

Além desses, havia muitas pessoas que chegaram voluntariamente ou mesmo trazidas por encarregados da fazenda que alternavam moradias entre a comunidade e uma pequena ilha na lagoa do Pixaim para pescar.

Segundo relatos dos moradores da comunidade, apontados no RTID, os proprietários mais remotos da área eram a família Mariani, que concediam àqueles que lá trabalhavam um pequeno lote, onde poderiam plantar suas roças, criar e pescar, sob a condição de que esses dividissem a produção.

O relatório aponta, ainda, que à partir de 1973 iniciou-se o desmonte da então Fazenda Pixaim. "Com a divisão das terras entre os herdeiros dos Mariani, eles obrigaram as famílias a se concentrarem no povoado de Boa Vista do Pixaim”, completa o documento.


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