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Mãe é proibida de amamentar filha em UTI para não chocar outros pais



Foto: UOL

O casal de músicos Yara Villão e Júlio Pelloso passou por um aborrecimento na UTI do Hospital Santa Joana, em São Paulo (SP). Tudo porque ela foi proibida de continuar amamentando a filha recém-nascida devido ao horário de visita masculina. Indignada com a situação, Yara escreveu um post sobre o assunto em seu perfil no Facebook. 

"É Carnaval, e é possível ver vários peitos na TV. Enquanto isso, na UTI, sou solicitada a tirar meu bebê do peito, pois é o horário da visita dos pais. Argumento com a enfermeira que se se trata de uma recém-nascida, que demorou para conseguir ajustar a pega e que eu a cobriria com um lençol", contou. A resposta foi: "Não é permitido, protocolo do hospital. Precisamos contemplar pessoas de todas as crenças e culturas."


Em entrevista para o UOL, Júlio Pelloso contou que, após a viralização do post da mulher, quando vários amigos do casal passaram a reclamar na página do Facebook do hospital e maternidade, o estabelecimento entrou em contato por telefone. "Uma pessoa, que disse ser da Ouvidoria do hospital, quis saber se havíamos sido bem atendidos, ou se tínhamos alguma reclamação", contou. Devido ao problema, também foi realizada uma reunião com a família no final da tarde desta segunda-feira (6).

"Fomos recebidas pelas duas chefes da UTI, e tivemos uma conversa muito boa. As duas assumiram que ocorreu um distanciamento da conduta do hospital com o que está sendo aplicado ali dentro. Elas acharam inadmissível', contou. Júlio explicou ainda que, em momento algum, o objetivo foi destruir a reputação do hospital, mas sim ajudá-los a melhorar o serviço. "Estamos felizes com a repercussão, pois eles se mostraram super disponíveis a mudar isso", destacou.

Aparentemente, segundo o músico, as adaptações já começaram. O uso de fraldas para cobrir o bebê no momento da amamentação já está sendo permitido. "Na saída, inclusive, encontramos alguns pais que elogiaram nossa postura, e até 'acordaram' para algo que eles próprios não estavam tendo lá dentro. Quem procurar o hospital no futuro será melhor atendido, acreditamos". Procurada pela reportagem para dar a sua versão oficial, o Hospital e Maternidade Santa Joana não retornou até o fechamento desta matéria.

(Portal UOL)