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Professor calcula aposentadoria com 73 anos após reforma: 'Não vou aguentar'




Pedagogo e professor de classes do Ensino Fundamental I, o professor da rede municipal soteropolitana Roberto Martins, 57 anos, é um dos participantes da caminhada que é realizada na manhã desta sexta-feira (31) no centro da cidade, entre o Campo da Pólvora e o Forte do Barbalho.
O docente reclama da proposta da reforma da Previdência. “Legalmente, pelos cálculos do INSS, só me resta um ano e meio. Isso porque duas escolas não contaram o tempo, que foi concomitante a outras, aí conta uma e a outra não. Por isso eu perdi quatro anos. Tenho que ficar mais 19 anos, daí o motivo de eu estar na rua. Eu não vou aguentar”, acredita. 
Questionado sobre sua perspectiva, ele informou a idade que terá quando completar 49 anos de contribuição, em conformidade com a proposta da reforma. “Já tenho 57, mais 19, 73. Será que eu chego lá? Minha saúde já é abalada, sou hipertenso, problema de circulação, cardíaco. Como é que eu vou dar aula com 73 anos a menino pequeno? Não tem como”, afirma, citando também a situação das mulheres. “E a mãe de família, que tem jornada dupla. Como é que ela vai aguentar? Não vai. Quarenta e nove anos de contribuição ininterrupta. Pense aí? É nosso futuro que está em jogo e eles estão mexendo lá, por isso estamos na rua”.


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