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Repelentes para grávidas ainda não foram distribuídos na Bahia


Foto: TV Bahia

Grávidas baianas ainda não receberam os repelentes contra mosquito distribuídos pelo Ministério da Saúde, através da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). O órgão estadual explicou que a distribuição não ocorreu antes do carnaval devido à ausência de estrutura para armazenamento do produto, no entanto, os 210 mil frascos dos repelentes serão entregues a partir de 15 de março.

Dezenove estados brasileiros já receberam e entregaram os produtos às mulheres grávidas, pertencentes à faixa populacional atendida pelo Programa Bolsa Família.

De acordo com o G1 Bahia, o risco da proliferação do aedes aegypti aumenta no verão, quando o calor e as chuvas favorecem o desenvolvimento do mosquito. Só este ano, a Sesab registrou 259 casos de dengue no estado, com quatro mortes, e quase 600 casos de chikungunya, com duas mortes. Outras 12 pessoas foram diagnosticadas com zika. Além disso, a Bahia está entre os primeiros da lista no número de casos de microcefalia do Brasil, malformações em bebês causadas pela zika. Até dezembro do ano passado, 433 bebês foram diagnosticados com o problema no estado.

Ainda segundo o G1 enquanto os repelentes não são distribuídos, a população, principalmente as grávidas precisam pagar pelo produto que custa entre R$ 9 e R$ 70, o frasco. Em Itabuna, que fica no sul da Bahia. e tem um dos maiores índices de infestação (24,1%) do mosquito no país, a dona de casa Cristiane Alves está perto de ter bebê. Com o marido desempregado, ela relata que teve dificuldade para usar repelente durante a gestação.