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Mães são acolhidas em parto humanizado no Hospital do Oeste



Foto: Jornal Nova Fronteira


Uma música de ninar bem suave podia ser ouvida da sala de pré-parto do Centro Obstétrico do Hospital do Oeste (HO) – complexo administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce, em Barreiras. No local, Poliana Rozendo prepara-se para dar à luz ao pequeno Enzo. Além da canção para ajudar a relaxar, a futura mamãe, que já estava há algumas horas em trabalho de parto, também encontra no banho morno, na massagem com óleos vegetais e na presença do companheiro alguns recursos valiosos para aliviar as dores das contrações. Já nos instantes que antecedem a chegada de Enzo, Poliana escolhe a posição mais confortável para a saída do bebê e, com a ajuda da enfermeira, prepara-se em definitivo para uma das horas mais importantes de sua vida.

O processo de acolhimento descrito faz parte de um método de humanização do parto, iniciativa que acaba de completar seu terceiro ano de funcionamento no HO. “O nosso objetivo é incentivar boas práticas, humanizando o parto normal por meio de medidas não farmacológicas para o alivio da dor. Só esse ano, foram 766 partos normais e 673 cesarianas na unidade”, comentou Lígia Bacani, enfermeira coordenadora do Centro Obstétrico.

Segundo explica, logo após o nascimento, os primeiros momentos do bebê são no colo da mãe, em um contato pele a pele, fundamental para a saúde, além de estimular a amamentação e a criação do vínculo maternal por meio de uma técnica chamada Sling. E esses são apenas alguns dos métodos hoje implantados no complexo hospitalar, que dispõe ainda de outras técnicas a serviço das mães e de seus filhos, como a utilização de cheiros e cores, além da bola suíça (facilita o encaixe do bebê), recursos também importantes para estimular ou acalmar a paciente durante o parto. “Os cuidados e a atenção que recebi me ajudaram a ser forte para suportar as dores e seguir até o fim”, comemora Poliana.

O Brasil é campeão mundial de cirurgias cesarianas. Na rede particular, 82% dos bebês nascem dessa forma, contra 37% na pública. Números bem distantes do percentual aceito pela Organização Mundial de Saúde, que é de 15%. A diferença do parto convencional para o humanizado está no respeito ao desejo da mulher e do melhor para o bebê.

Jornal Nova Fronteira


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