Últimas Notícias

Focos de incêndio são registrados em vários estados brasileiros



Foto: divulgação / Ibama

De acordo com o monitoramento feito por satélites pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de queimadas do mês de setembro superou o número de agosto, desde o início dos registros em 1988. Nesse ano, setembro já possui o registro de 44 mil incêndios, contra 49 mil de agosto.

De acordo com o Portal G1, a explicação para os meses de agosto, setembro e outubro serem tradicionalmente os mais críticos está no clima. Diversos estados registram neste período de estiagem as menores taxas de umidade relativa do ar. Mas, apesar das condições naturais serem favoráveis à ocorrência e propagação de queimadas, elas têm origem na ação humana.

"Incêndios naturais são decorrentes de raios. Assim, é praticamente certo que as queimadas que se concentram nos dias mais secos e quentes são provocadas pelo homem, por negligência, imperícia, imprudência ou mesmo por dolo”, informou em nota a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad).

Incêndio florestal em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. Foto: divulgação / Corpo de Bombeiros

Na explicação da Semad, incêndios naturais são mais comuns na primavera e até mesmo no verão, quando há ocorrência de raios. Estações, segundo o órgão ambiental, em que a umidade relativa do ar está alta e, em alguns casos, “a vegetação ainda guarda bastante umidade, o que torna as chamas menos intensas e as consequências normalmente muito brandas".

Entre as formas de começar um incêndio por ação humana, a Semad cita fogueiras mal apagadas, limpeza de pastagens com fogo, queima de restos de folhas ou lixo, uso de foguetes. Há ainda os casos intencionais.

O ICMBio, responsável pela gestão das unidades de conservação federais, avalia que vem conseguindo aprimorar o trabalho e reduzir o impacto dos estragos. "Desde o início do ano, foram afetados cerca de 350 mil hectares no interior de unidades de conservação federais. Em anos anteriores, secos como 2017, a média aproximada foi de 500 mil hectares", disse Christian Berlinck, coordenador de combate e prevenção de Incêndios do órgão.

Segundo ele, uma estratégia de maior planejamento aliada ao melhor conhecimento do tema vem tornando as ações mais eficientes. Por outro lado, ele avalia que os resultados poderiam ser melhores não fosse o contexto de crise econômica. "Na atual situação, os recursos financeiros são um entrave. Com mais recursos, a possibilidade de contratação de maior efetivo e mais equipamentos seriam maiores".

Informações da Agência Brasil

loading...


Nenhum comentário

Os comentários publicados não representam o pensamento ou ideologia do Portal Lapa Oeste, sendo de inteira responsabilidade dos seus autores.