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Demissão de chefe do combate ao trabalho escravo é repudiada por diversos órgãos



Diversas entidades manifestaram repúdio pela exoneração do chefe da de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) do Ministério do Trabalho, André Esposito Roston. A demissão ocorreu nesta terça-feira (10).
A nota, assinada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT),Comissão Pastoral da Terra, Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, ONG Repórter Brasil, entre outras, afirma que o diretor foi “dispensado justamente durante a negociação de votos na Câmara dos Deputados para barrar a nova denúncia contra o Presidente da República Michel Temer”. 

André teria desagradado o governo por informar a falta de recursos para o combate ao trabalho escravo em uma audiência pública no Senado. “No atual cenário de instabilidade política e de retrocessos sociais, o Governo ignora a diretriz de permanente avanço no combate ao trabalho escravo imposta pela sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (que recentemente condenou o Brasil em um caso de trabalho escravo) e arruína uma política pública até então assumida como prioritária pelo Estado brasileiro”, diz o comunicado.
Para as entidades signatárias, a fiscalização é a base do sistema de combate a esse crime. “Sem uma fiscalização confiável não há como produzir informação para subsidiar as ações da sociedade civil e do setor empresarial”, pontua.
“Testemunhas do trabalho sério, engajado e transparente realizado pela coordenação do combate ao trabalho escravo, estamos convictos de que a exoneração compromete a erradicação dessa violação aos direitos humanos e revela a inexistência de vontade política e o descompromisso do atual Governo com o enfrentamento do problema”, finaliza os signatários.

Bahia Notícias



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