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Bahia não corre risco de surto de zika vírus





A Bahia não corre risco de passar por um novo surto de Zika. É o que garante a Universidade Federal da Bahia, após realizar um estudo por meio do Laboratório de Pesquisa em Infectologia (LAPI), que contou com a colaboração de universidades e laboratórios europeus. A pesquisa estima que a doença atingiu seu potencial máximo de contaminação em apenas um ano, e essa proteção imune “coletiva” seria suficiente para conter o surto e impedir que surto similar ao de 2015 a 2016.



A possibilidade é afastada até a população atual tenha sido substituída por novos nascimentos ou pela migração. O estudo foi realizado através de modelagem matemática e pesquisa de campo, como explica o coordenador da pesquisa e professor de infectologia da Faculdade de Medicina, Carlos Brites. 

“Devido à taxa altíssima de infecção no período de um ano, e de acordo com modelo matemático desenvolvido em colaboração com uma equipe do Reino Unido, podemos afirmar que a possibilidade de um novo surto é muito pequena. Muitas pessoas já adquiriram imunidade”, garante.



Em todo o Brasil, milhares de casos da doença foram reportados, sobretudo no Nordeste. Até hoje, ainda é difícil estabelecer dados qualitativos e quantitativos precisos sobre a incidência do zika vírus, que evoluiu para epidemia, fazendo com que a Organização Mundial de Saúde (MS) decretasse emergência mundial de saúde pública, principalmente pelo grande número de nascimentos de bebês com microcefalia e outras sequelas.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), até o início de outubro deste ano, foram registrados 2.504 casos suspeitos do zika vírus. Em 2015, o número foi gritante, 66.204. Ao longo de 2016 houve uma pequena redução, contabilizando 57.189 casos suspeitos.

  A Tarde  



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