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Correntina: multidão invade fazenda em defesa dos rios. Entenda o caso.






Centenas de populares invadiram duas fazendas em Correntina, Oeste da Bahia, durante a manhã desta quinta-feira (2),  para interromper a captação de água em rios da região, destinada ao abastecimento de grandes áreas agrícolas, próximas ao Distrito de Rosário, a mais de 100km da sede do Município.

O grupo chegou ao lugar em ônibus e automóveis, sendo acompanhado por guarnições da CIPE Cerrado. Segundo informações divulgadas nas redes sociais, máquinas agrícolas e os pivôs foram destruídos pelos manifestantes.

"Infelizmente tem que ser assim. Os agricultores estão acabando com nossos rios.
Parabéns a população que está lutando pelo seu rio. Infelizmente aqui no nosso oeste  tem muitos agricultores que só pensam no seu bolso destroem nossas nascentes desenfreadamente e ainda contam com os órgãos de regulação tais como INEMA, cheios de funcionários corruptos que através de propinas liberam outorgas irregulares. Por isso vemos a situação do nosso rio grande secando", comentou um morador nas redes sociais.





As duas fazendas são propriedades do Grupo Igarashi e estão em fase de implantação. O mesmo grupo já esgotou reservas de água na Chapada Diamantina e mudou o empreendimento para o Oeste da Bahia. As fazendas possuem autorização legal para utilizar a água do Rio Arrojado, no entanto, a população contesta a exploração, temendo pelo esgotamento do riacho.


Entenda o caso

As agressões ao Rio foram tema de uma reportagem do Globo Rural, da Rede Globo de Televisão. A matéria demonstra que as agressões aos cerrado, no Oeste da Bahia, foram iniciadas na década de 1970, quando o Governo Federal autorizou o desmatamento dos locais onde estão as nascentes dos rios e riachos. (Assista à matéria completa).






No vídeo abaixo, um professor de Correntina faz um resumo das agressões ambientais produzidas pelo agronegócio e os resultados já sentidos no Oeste da Bahia.

















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