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Alerta! Antialérgicos elevam o risco de AVC




Medicações rotineiramente receitadas para queixas comuns das pessoas, como alergia e insônia, podem aumentar em até 60% o risco de AVC (acidente vascular cerebral). A conclusão é de uma nova pesquisa da Universidade de Aberdeen (Escócia), em colaboração com pesquisadores das universidades de Cambridge e East Anglia (ambas na Inglaterra).


O estudo, publicado no The InternationalJournal of Epidemiology, é um dos primeiros grandes trabalhos científicos a associar drogas com efeito anticolinérgicos ao AVC, uma das principais causas de morte no mundo.

Muitos medicamentos comuns são conhecidos por terem as chamadas propriedades anticolinérgica --como diazepam, loratidina e atenolol. Entre seus efeitos, esses remédios podem levar à interrupção na comunicação entre partes do sistema nervoso, manifestando-se na forma de sintomas como visão borrada, confusão e perda de memória.


Mais riscos

O estudo calculou o risco em 22 mil pessoas que consumiram drogas com essas propriedades. Os resultados mostraram que aqueles que tomavam medicamentos com um alto nível de efeito anticolinérgico tinham um risco aumentado de 59% de ter um acidente vascular cerebral e de 86% de morte por AVC.

O grupo de pesquisa já havia demonstrado anteriormente que esses tipos de medicamentos estão ligados a complicações na saúde, incluindo morte, demência, quedas e doenças cardiovasculares. No entanto, a associação entre anticolinérgicos e risco de AVC não tinha sido previamente identificada.


David Gamble, principal autor do estudo, explicou ao Daily Mail que medicamentos com efeitos anticolinérgicos têm demonstrado que afetam a inflamação, algo importante no período imediatamente após um acidente vascular cerebral, além de produzir ritmos cardíacos rápidos e irregulares, atrapalhando a capacidade do corpo de regular a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Apesar do resultado, esse é o primeiro estudo de seu tipo. Como acidente vascular cerebral é uma condição possível de ser evitada, os pesquisadores avaliam que a identificação de um novo fator de risco modificável teria um impacto significativo sobre o fardo global do acidente vascular cerebral.

 UOL Saúde