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Grávidas que tomam Ibuprofeno podem prejudicar a fertilidade das filhas




As mulheres grávidas que tomam ibuprofeno nas primeiras 24 semanas de gravidez correm o risco de prejudicar a fertilidade de suas futuras filhas, de acordo com um estudo publicado no Human Reproduction.

Vale lembrar que o ibuprofeno é um remédio anti-inflamatório comum, vendido sem prescrição e usado para tratar dores, febres e enxaquecas.
Uma equipe de cientistas descobriu que a exposição ao medicamento durante os primeiros estágios da gravidez resulta em uma grande perda de células germinativas -- as que dão origem aos gametas, espermatozoides e óvulos- nos bebês. Ao analisar o tecido ovariano, os pesquisadores descobriram que muitas das células germinativas pararam de crescer ou morreram completamente.
Segundo o estudo, tomar a droga por apenas alguns dias já pode causar problemas de fertilidade. O assunto é sério, uma vez que estimativas mostram que 30% das mulheres usam a medicação durante os primeiros três meses de gravidez.

A pesquisa analisou 185 fetos que tinham de sete a 12 semanas. Os cientistas cultivaram o tecido ovariano em laboratório e testaram o sangue do cordão umbilical para determinar se a exposição ao ibuprofeno estava relacionada aos danos. A tática provou que o medicamento atravessa a barreira placentária.
“A concentração que encontramos nos cordões umbilicais dos fetos de mães que ingeriram quatro comprimidos de 200 mg, de duas a quatro horas antes da análise, é quase a mesma encontrada no sangue do adulto”, disse Severine Mazaud-Guittot, ao site Ifl Science.
Além disso, o tecido fetal que foi exposto ao ibuprofeno durante sete dias tinha só metade do número de células germinativas no ovário. “Descobrimos que havia menos células crescendo e dividindo, mais células morrendo e uma perda dramática de números de células germinativas, independente da idade gestacional do feto. Houve efeitos significativos após sete dias de exposição ao ibuprofeno, mas vimos a morte celular ocorrer ainda mais cedo, como em dois dias de tratamento. Após cinco dias da retirada do remédio, esses efeitos nocivos não foram totalmente revertidos”, concluiu o trabalho.

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