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Emissão de carteira de motorista tem aumento de 15% na Bahia







Enquanto durante a recessão econômica houve queda significativa no volume de emissões de carteiras de habilitação no Brasil, agora, com recuperação da confiança, empregos e poder de compra do consumidor, a situação se inverteu. Somente no primeiro trimestre deste ano 161.297 carteiras de motorista foram emitidas pelo Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA). O número representa um aumento de aproximadamente 15% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o órgão confeccionou 142.387 documentos.

Um desses novos habilitados é Adilza Vasconcelos, de 38 anos. A enfermeira conta que apesar de sempre ter tido vontade e necessidade de dirigir, só conseguiu tirar a carteira em janeiro desde ano. “Não tinha tempo nem dinheiro”, revelou, salientando que gastou cerca de R$2 mil para realizar o desejo.



O presidente do Sindicato das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores do Estado (Sindauto Bahia),Francisco Assis, diz que os números de crescimento no volume de emissões de CNH’s apresentados pelo Detran não representam, necessariamente, um aumento na quantidade de pessoas matriculadas nas autoescolas. 

“Nisso aí vem um número maior de renovações. O Detran enxerga como todas as habilitações, mas não se diz que é primeira habilitação”, explicou Francisco Assis. Para renovar a habilitação só é preciso fazer os exames médico e psicológico.



Na avaliação do sindicalista, não houve crescimento na procura por autoescolas este ano. “Está muito devagar. Eu entendo também que em todos os ramos de atividade isso tem acontecido. Esse ano há uma retração no mercado em si, mas nós temos uma expectativa de melhoria”, avaliou Francisco Assis.

Historicamente, o primeiro trimestre do ano é marcado pelo baixo movimento nas autoescolas do estado, segundo o Sindauto. As férias seriam as responsáveis por essa queda. Conforme o presidente da entidade, a partir do mês de maio o segmento começa a se recuperar e ganhar mais alunos. 

Custos

Para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é preciso comprar um laudo no Detran, fazer exame médico e psicológico. Após aprovado, o futuro motorista deve se matricular em um Centro de Formação de Condutores (CFC), popularmente conhecido como autoescola, para realizar um curso teórico e prático de direção. Todas essas etapas envolvem o pagamento de taxas, que costumam ser consideradas salgadas para o bolso do brasileiro. 

Para tirar a CNH na categoria B, o baiano paga uma média de R$1,8 mil a R$2 mil. Já para a categoria A os valores variam entre R$1,2 mil e R$1,3 mil. Os que querem se habilitar nas duas categorias e poder conduzir carros de passeio e motocicletas desembolsam ainda mais: R$2,4 a R$2,6 mil.

  Tribuna da Bahia