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Brasileira foi encontrada morta em rio na Austrália




Foto: reprodução
O corpo da empresária brasileira Cecília Haddad, 38, que foi encontrado em um rio de Sydney, na Austrália, aguarda ser reconhecido formalmente, o que deve acontecer nas próximas horas pelo ex-marido da brasileira, Felipe Torres. Ele saiu da cidade de Perth, distante 4.000 quilômetros de Sydney, para colaborar com as investigações na cidade onde o crime ocorreu.

Na noite da última sexta-feira (27), Cecília foi a um churrasco com amigos e faltou a compromissos profissionais no dia seguinte, o que levou os amigos a registrarem o desaparecimento dela na polícia. O corpo da vítima foi encontrado boiando no rio Lane Cove, na região norte de Sydney, por canoístas na manhã de domingo (29).



O local em que o corpo foi achado fica a apenas seis quilômetros da casa de Cecília, onde também ficava a sede da empresa de consultoria dela. Cecília morou por quase 10 anos na cidade de Perth, onde trabalhava na empresa de mineração BHP, que é sócia da Vale na mineradora Samarco, dona da barragem que se rompeu em Mariana em 2015. Uma equipe de investigadores da Polícia de New South Wales embarcou para Perth para conversar com os amigos mais próximos da vítima.

O carro da brasileira, um Fiat 500 conversível, foi encontrado na quarta-feira (2) estacionado em frente a uma estação de trem. A polícia diz que uma perícia no carro já está em andamento e poderá responder várias questões. Na mesma ocasião, as autoridades foram a público pedir ajuda aos moradores para colaborar com informações que possam servir para montar os últimos passos de Cecília.



Enquanto isso, os investigadores se concentram em achar o brasileiro Marcelo Santoro, que seria namorado e sócio de Cecília. Segundo o jornal The Sydney Morning Herald, amigos da brasileira disseram que Marcelo antecipou uma passagem ao Brasil e teria embarcado para o Rio de Janeiro no domingo.

A polícia informou que está checando a lista de passageiros que deixaram Sydney nos últimos dias com destino ao Brasil, mas que já entrou em contato com as autoridades brasileiras. A mídia australiana está dando grande destaque ao caso. A morte da brasileira esteve na capa de vários jornais e portais de notícias e as emissoras de televisão transmitiram a coletiva de imprensa da Polícia ao vivo para todo o país.



Por email, a mãe de Cecília, Milu Muller, que vive no Rio de Janeiro, conversou com a imprensa australiana e disse que gostaria de ir até a Austrália, mas por causa de uma recente cirurgia cardíaca, foi proibida pelo médico de pegar voos longos. Ela disse ainda que não sabe se "sobreviverá à tragédia" e que talvez possa ter algum alívio quando a polícia prender "o monstro que fez isso". 

Cecília trabalhava na companhia Vale, no Rio de Janeiro, quando se mudou para a Austrália, em 2007, para trabalhar na BHP, no estado da Austrália Ocidental. Deixou a mineradora para assumir a chefia de planejamento operacional da empresa de transporte marítimo Pacific National, onde ficou até recentemente, quando abriu sua própria companhia de consultoria. Cecília era muito atuante na Câmara de Comércio Brasil/Austrália, chegando a ser indicada a gerente regional da Câmara na Austrália Ocidental.

  Folha de S. Paulo