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Mãe e filhos de Riacho de Santana continuam desaparecidos em desabamento de prédio na capital paulista


Foto: G1 São Paulo

Continuam desaparecidos os riachenses que moravam no prédio que desabou na madrugada da última terça-feira (1), no centro de São Paulo.


Foto: arquivo pessoal
Selma Almeida Silva, de 41 anos de idade e os dois filhos gêmeos menores, moravam no oitavo andar do prédio e, segundo testemunhas, não conseguiram fugir das chamas antes do desabamento.

Ela é natural da comunidade quilombola do Agreste, zona rural de Riacho de Santana, e trabalhava como catadora de materiais recicláveis na capital paulista, onde chegou há vários anos. Além dos gêmeos, ela tem uma filha de 14 anos, que mora com a avô na comunidade rural. O ex-marido de Selma, pai da menina acompanhou o início dos trabalhos de resgate, próximo ao prédio caído.

O homem relata que falava com Selma diariamente. Ele conversaram por telefone por volta das 21h da segunda-feira (30). Informa que que a esposa entrou no WhatsApp foi pouco antes das 2h, pela última vez.
Foto: arquivo pessoal

O homem relata que falava com Selma diariamente. Ele conversaram por telefone por volta das 21h da segunda-feira (30). Informa que que a esposa entrou no WhatsApp foi pouco antes das 2h, pela última vez. "Eu sei que ela está morta. Porque ela não me deixaria assim desesperado", comentou. 

De acordo com o G1 São Paulo, 49 moradores do prédio e que estavam no cadastro da prefeitura ainda não foram localizados após o desabamento. Não se sabe se eles estavam ou não no edifício durante o acidente. 

O G1 informou que o Corpo de Bombeiros iniciou os trabalhos com máquinas escavadeiras, após 48h do desabamento, conforme estabelece um protocolo internacional. Decorrido esse tempo, há uma forte redução das chances de se encontrar sobreviventes da tragédia.


Desabrigados montam apartamento e se recusam a abandonar o local. População envia toneladas de alimentos para os desabrigados. Foto: G1 São Paulo
Segundo o G1, o prédio era ocupado por 372 pessoas, de 146 famílias, segundo o Corpo de Bombeiros. De acordo com a prefeitura, 320 pessoas foram cadastradas como desabrigadas após o desabamento e 40 delas buscaram atendimento na assistência social