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Professores de Serra do Ramalho temem não se aposentar



Foto: leitor do Portal Lapa Oeste/WhatsApp

Professores da rede municipal de ensino de Serra do Ramalho, no Oeste da Bahia, realizaram uma manifestação pelas ruas da cidade, durante a manhã desta quarta-feira (2), reivindicando direitos e regularização nos salários, por parte da Administração Municipal.

Em entrevista à Rádio Sucesso FM, o educador José Haroldo, presidente do sindicato dos servidores, disse que a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação foram comunicadas através de ofício, desde a última assembleia realizada em 21 de abril.

Haroldo disse que o sindicato não recebeu respostas sobre os pleitos da categoria e decidiu realizar o movimento relâmpago dessa quarta.

De acordo com o professor, a Administração atrasa os salários todos os meses ou paga de forma irregular, ocasionando transtorno nas vidas dos servidores.



Ele faz uma denúncia grave contra a administração do prefeito Ítalo Rodrigo. Segundo Haroldo, a Prefeitura recolhe mensalmente o percentual salarial de 11% destinado à aposentadoria dos servidores, no entanto, não realiza o repasse desses recursos com a regularidade necessária aos órgãos competentes, colocando em risco a aposentadoria dos trabalhadores. "Não temos a garantia de que os servidores ao final do seu período de trabalho, terão esses recursos suficientes para se aposentar. Calculamos uma dívida atual do município, em torno de 17 milhões de reais", ressalta.

"A prefeitura de Serra do Ramalho não paga o piso salarial para os professores desde 2017. Nós já organizamos e vamos entrar com processos judiciais individualizados para que essa dívida do município seja quitada e os servidores recebam o que tem direito. A Administração pediu um prazo até o mês de abril para pagamento do terço de férias atrasado. O prazo finalizou e não cumpriu o prometido. Por isso, fizemos essa manifestação de advertência, hoje. Se a situação persistir, podemos organizar e deflagrar uma greve por tempo indeterminado, caso não haja resposta dentro de 15 dias".

Além das questões salariais, o sindicato protesta contra as condições físicas de alguns prédios escolares, carentes de reformas que poderiam favorecer o trabalho docente. Haroldo enfatiza que em algumas escolas, a reforma foi realizada mas não atendeu às necessidades de funcionamento.