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Casos de suicídio alertam para o problema




Um problema que ainda é pouco abordado diante dos danos que gera é a questão do suicídio. Entre tabu de que falar deste assunto gera mais suicídios e o preconceito fruto do desconhecimento sobre a gravidades dos transtornos mentais, e realidade é que este ato de extremo desespero é uma das 10 principais causas de morte em todo mundo, e estima-se que ocorram 32 mortes por suicídio ao dia no Brasil. Em 2016, a Bahia registrou oficialmente 412 casos de suicídio – ou seja, mais de uma morte por dia. Casos recentes chamam mais uma vez para a necessidade de se abordar este tema.

Conforme divulgado na semana passada, Anthony Bourdain, chef, escritor e apresentador da televisão americana, morreu aos 61 anos na França, provavelmente vítima do suicídio. Na terça, a estilista Kate Spade foi encontrada morta em seu apartamento. A polícia de Nova York confirmou que ela cometeu suicídio por enforcamento.


“Muitas vezes a pessoa não quer, necessariamente, morrer, mas dar fim ao sofrimento. Ou seja, não é algo racional, sobre o qual ela pensa. Esse tipo de suicídio é possível de prevenir, uma vez que os pacientes que se encontram nesse estágio sempre dão algum tipo de recado. Eles sinalizam”, informa o médico psiquiatra da Holiste, Vitor Pablo.

A depressão causa um sofrimento profundo, levando o indivíduo à perda da funcionalidade e a outros transtornos. “Tem várias facetas, intensidades e, muitas vezes, se esconde. É uma profunda dor na alma, uma dor moral e existencial muito grande”, explica o médico psiquiatra e diretor clínico da Holiste, Luiz Fernando Pedroso. Segundo o psiquiatra, a dinâmica psicológica do sujeito pode ter origem em fatores biológicos, ambientais ou de personalidade, com a possibilidade de influência de um sobre o outro.


Existem várias definições para tentativa de suicídio, a mais utilizada é “qualquer ato que tenha por intenção aniquilar a própria vida”. O suicídio diz respeito à uma angústia muito forte e a incapacidade de lidar com ela, até mesmo um “pedido de ajuda”.

É um fenômeno complexo, que não tem origem em um único fator, sendo na verdade, o resultado de questões multifatoriais. Porém, com a grande incidência de transtornos mentais associados ao ato suicídio, podemos afirmar que ele é o desfecho trágico de doenças psiquiátricas mal diagnosticadas e não tratadas. Em quase 90% dos casos de suicídio há o diagnóstico de doença mental – transtornos afetivos, transtornos psicóticos, esquizofrenia ou dependência química.


Atenção aos comportamentos

O suicídio é um problema que pode ser evitado, especialmente quando os familiares ou amigos conseguem identificá-lo e procuram ajuda. Existem alguns comportamentos e atitudes que podem ajudar a identificar um potencial suicida:

* Perda do interesse por coisas que antes o indivíduo tinha prazer em realizar;
* Mudança no padrão de humor, tornando a pessoa mais retraída;
* Pensamentos pessimistas;
* Queda da produtividade e perda do autocuidado;

Ajuda

Qualquer um pode se tornar um agente de acolhimento para pessoas com ideações suicidas, e essas pessoas se sentirão mais à vontade para buscar ajuda. Em casos nos quais se identificam comportamentos que podem indicar ideias suicidas, é mais seguro somar essa mobilização da família, amigos e pessoas próximas à busca de ajuda especializada com profissionais de saúde mental.

  Tribuna da Bahia  

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