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"É muito difícil sobreviver do futebol", diz ex-craque do Bahia e do Vitória


Foto: Bahia Notícias

"Os clubes vendem ilusão. Ganhar numa Mega-Sena é a mesma coisa que ser um atleta de ponta. Quando eu falo atleta de ponta é um jogador de Série A, porque você sabe que um jogador dessa divisão ganha o suficiente para se manter e fazer um patrimônio, se ele tiver cabeça. Série B também. Cerca de 82% dos jogadores ganham até 1 salário mínimo. O pior é que eles deixam de estudar, deixam de ter qualquer profissão, porque o sonho de jogar futebol é grande. Então, eles se dedicam só àquilo e muitos adquirem família, quando casam, arrumam filho. Vamos botar que ele ganhe mil reais, que dá R$ 12 mil por ano, né? Mas ele não joga o ano todo. Quando joga muito é por seis meses. Então é R$ 6 mil por ano e quando recebe os seis meses, porque às vezes não recebe. Aí R$ 6 mil dividido por 12 dá R$ 500 por mês. Isso é salário? É melhor ele ter a profissão dele. Estamos falando de 82% dos atletas. Outros recebem de 1 a 5 salários mínimos. Quem recebe de R$ 10, 50 mil em diante é só um pouco mais de um 1%. Se você analisar, é um negócio que não tem cabimento. É difícil sobreviver do futebol" comentou Osni, ex-craque que atual pelo Bahia e pelo Vitória.

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