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Entrevista: Secretário fala sobre o novo matadouro/frigorífico de Bom Jesus da Lapa



Foto: Facebook


O Secretário de Agricultura de Bom Jesus da Lapa, Marcos Haiala, conversou com a nossa reportagem sobre a conclusão das obras do Matadouro e Frigorífico Municipal, inaugurado no último sábado (9), com a presença do Governo Rui Costa, mas que ainda não iniciou o seu funcionamento.

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Haiala enalteceu a importância do empreendimento para a cadeia produtiva local e dos municípios vizinhos que serão atendidos pelo matadouro/frigorífico, esclarecendo, ainda, como ocorria o abate clandestino desde que o antigo abatedouro foi interditado.

Secretário, no último dia 9 de junho, a comunidade regional recebeu o Matadouro e Frigorífico Municipal, em solenidade que contou com a presença do Governador Rui Costa, que mais uma vez esteve em Bom Jesus da Lapa. Comente sobre a importância dessa obra pública, aos leitores do Portal Lapa Oeste.

O frigorífico recebeu o primeiro abate teste no dia 25 de maio, quando foram verificadas todas as etapas de produção, desde o confinamento inicial nos currais, até o resfriamento das carnes na fase final dos trabalhos. Toda a operação foi acompanhada por profissionais da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), que verificaram as condições plenas de funcionamento e emitiram o laudo técnico recomendando a liberação por parte dos órgãos estaduais, que possibilitou a inauguração.

Nós, de Bom Jesus da Lapa, estamos muito satisfeitos em receber essa grandiosa obra da administração do governador Rui Costa, que irá beneficiar não só a cadeira produtiva local, mas, também, de toda a região. Transcorridos doze anos desde o fechamento do antigo matadouro, o Governo da Bahia executa uma grandiosa obra para a população local. Vale ressaltar que é o primeiro abatedouro/frigorífico entregue pelo Governo em todo o Estado. Estamos todos contentes e animados com a obra. A empresa que administrará o empreendimento foi definida por meio de licitação. É comandada por um conjunto de empresários de São Paulo e do Sul da Bahia e vai explorar a prestação de serviços do abate de até cem animais por dia. O frigorífico vai aquecer o mercado para o pequeno, médio e grande produtor.



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Você nos disse que o Matadouro e Frigorífico vai atender a uma demanda regional. Além de Bom Jesus da Lapa, que outros municípios serão beneficiados com os serviços oferecidos?

Toda a obra foi concebida para atender Lapa e os municípios vizinhos de Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe, Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Paratinga e Riacho de Santana. Mas, nós recebemos propostas de pessoas de Guanambi, que manifestaram interesse em fazer o abate conosco, embora lá também possua um frigorífico. 

Durante mais de dez anos a cidade ficou sem um local adequado para o abate do gado, desde o fechamento do antigo matadouro. Durante esse tempo, como o abate foi realizado?



Durante os anos em que o abatedouro ficou fechado, foi assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) diante do Ministério Público, em que os açougueiros e a Administração Municipal se comprometiam a não realizar o abate na cidade, utilizando carne de outros centros, como era o caso de Santa Maria da Vitória e Barreiras, que possuem frigoríficos. Essas providências foram adotadas nas gestões anteriores ao atual grupo que administra o município. No entanto, nós sabemos que essa determinação não foi cumprida na prática. Os abates clandestinos ocorriam em Lapa e a própria ADAB não fiscalizou ou puniu, principalmente, pela falta de estrutura existente no próprio município. Agora, com a inauguração, o abate seguirá as determinações legais e uma fiscalização mais enérgica foi anunciada pelos representantes da ADAB.

Secretário, conforme sua informação, empresários de outro estado e de outra região baiana serão os administradores da empreendimento. Não houve interesse ou condições do empresariado regional para assumir o projeto?

A licitação ocorreu há cerca de 50 dias e não houve interesse do empresariado local ou regional em participar da disputa. Na realidade, somente dois grupos se manifestaram, mas um desistiu e o que ficou acabou ganhando a concessão, que terá um prazo previsto em contrato de vinte anos de exploração. A empresa ganhadora pagará cerca de 700 mil reais à Prefeitura, em parcelas, para poder explorar os serviços do matadouro.
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