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Inadimplência cresce mais entre empresas





Ter o nome negativado e ficar impossibilitado de obter crédito na praça não é uma característica apenas dos consumidores, pessoa física, que na Bahia cresceu 1,34% em abril. As empresas, principalmente as relacionadas no setor de bens e serviços, também entraram no rol da inadimplência, que registrou uma média de 8,40% de crescimento em abril, conforme os dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). 

Os dados revelaram que com a crise econômica, as empresas têm, em média, duas contas em atraso à cada mês e que não conseguem quitá-las. O crescimento das empresas negativadas foi puxado, segundo a pesquisa da CNDL, principalmente pela região Sudeste, com alta da inadimplência de 15,20% na comparação com igual período do anjo passado. Nas demais regiões do País, com percentuais menores, com 3,99% na Região Sul; 2,99% no Centro-Oeste; 2,16% no Nordeste e no Norte, 2,03%.


A inadimplência, tanto dos consumidores pessoas físicas como das empresas, aumentou em relação ao mês anterior. Seguindo a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL), em abril de 2018, o número de dívidas em atraso de consumidores na Bahia cresceu na comparação de março para abril deste ano, com um aumento de 3,77%. Na comparação de abril com igual período do ano passado o índice de inadimplência, contudo, cresceu 1,34%, ficando abaixo da média da região Nordeste, que foi 3,37%. 

O maior índice de inadimplência ficou entre a população idosa, entre 65 a 84 anos, com um crescimento de 2,6%. Em abril de 2018, cada consumidor inadimplente na Bahia tinha em média 1,940 dívidas em atraso. O número ficou acima da média da região Nordeste (1,880) e acima da média nacional registrada no mês (1,927 dívidas). Esta média está abaixo das 1,953 dívidas verificadas no estado em março. 


Empresas

Apesar do crescimento da confiança do empresariado numa recuperação da economia, o índice de inadimplência cresceu de forma inesperada em abril deste ano. Seguindo a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), o Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário, medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela (CNDL) registrou 54,1 pontos no último mês de maio – um aumento de 4,3 pontos na comparação com o mesmo mês do ano passado, que foi de em 49,8 pontos. Em abril de 2018, o indicador estava em 52,7 pontos. 

Isso, contudo, não evitou que em abril o Indicador de Inadimplência da Pessoa Jurídica crescesse 0,27% Em nota, a CNDL disse que mesmo com um percentual menor, em relação a igual período do ano passado,, existe ainda no mercado um aumento expressivo de empresas que não conseguem quitar suas dívidas. 

Dados regionais mostram ainda que a inadimplência entre empresas continua crescendo em quase todas as regiões do país, muito embora a taxas menores do que as observadas no auge da crise. Na comparação anual, isto é, entre abril de 2018 e o mesmo mês do ano anterior, o volume de dívidas atrasadas de pessoas jurídicas teve um aumento de 7,14%. Dentre todos os setores, o de Serviços foi o que teve maior impacto negativo, com variação de até 8,76%. Em seguida vem a indústria (7,28%) e o comércio (2,91%).

  Tribuna da Bahia