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Polícia apura se bebê que sumiu foi morto pela mãe na BA; casa da suspeita tinha saco com fragmentos de ossos queimados





Polícia Civil de Barreiras, na região oeste da Bahia, está apurando se o recém-nascido que desapareceu na cidade logo após o parto, ocorrido no mês de maio, foi morto pela própria mãe, uma jovem de 24 anos. A susepeita foi levantada após os investigadores encontrarem na casa dela uma panela queimada dentro do fogão e um saco com fragmentos de ossos, que podem ser humanos, também queimados.

Foram dois meses de investigação até a polícia falar oficialmente sobre o caso. Segundo o delegado José Romero, que apura o ocorrido, tudo começou no dia 30 de maio, quando familiares da criança, de sexo não divulgado, registraram um boletim de ocorrência alegando que a mãe do bebê, uma jovem de 24 anos, teria doado a criança de forma ilegal.

"Com algumas informações que a família passou, e também do celular dela que eles nos entregaram, a gente começou a checar as pessoas que eram próximas dela. Mas todas as provas que nos seguimos não deram em nada. Eram falsas. Ela dizia que tinha dado um bebê a tal pessoa, aí a gente encontrava essa pessoa e nada. Nada disso foi comprovado ", disse o delegado.


O material encontrado na casa da suspeita foi submetido a uma perícia prévia e, como há indícios de se tratar de material humano, foi encaminhado para Salvador para uma análise mais aprofundada.

Caso seja confirmado que se trata de material humano, será submetido a uma análise de DNA e, se comprovada a identidade do bebê, a jovem de 24 anos poderá responder por infanticídio, que é quando a mãe mata a criança ainda na barriga ou logo após o parto, ou homicídio qualificado.

"Segundo informações do psiquiatra que está tratando dela, ela pode estar sob estado de depressão de depressão pós-parto. Se isso [o crime] for confirmado, ela vai responder por infanticídio, que seria de dois a seis anos de detenção, ou homicídio qualificado", afirma. 

  G1 Bahia  
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