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Vergonha! Bahia se destaca em violência contra jovens, mulheres e negros


Fonte: reprodução

O Estado da Bahia se destaca no cenário nacional, de forma vergonhosa, nos índices de homicídios e mortes violentas, por arma de fogo, contra mulheres, jovens e negros. Confira nas reportagens do Bahia Notícias.

Taxa de homicídios

A taxa de homicídios do estado da Bahia subiu de 23,7 a cada 100 mil habitantes em 2006 para 46,9 em 2016, representando uma variação de 97,8% nos 10 anos. De acordo com dados do Atlas da Violência 2018, realizado pelo Ipea com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e divulgado nesta terça-feira (5), foram 46,9 homicídios a cada 100 mil habitantes em 2016. Em números absoluto, a variação de 10 anos é ainda maior: subiu de 3.311 em 2006 para 7.171 em 2016, uma variação de 116,6% em homicídios. São considerados "homicídios" pelo Atlas óbitos causados por agressão e por intervenções legais. A variação da taxa de homicídio por 100 mil habitantes aumentou em 18,7% de 2015 para 2016, enquanto em número absoluto a taxa foi de 19,3%.


Mortes violentas

O Atlas da Violência 2018 reforçou um dado já conhecido pela população brasileira: a concentração de homicídios na população negra do país é consideravelmente superior à de não negros. Em 2016, a taxa de homicídios de negros no Brasil foi de 40,2 a cada 100 mil habitantes, enquanto o índice de não negros é de 16, na mesma proporção. Apesar de não ser o estado com maior discrepância, a Bahia registra uma diferença superior à observada nacionalmente: são 52,4 negros mortos contra 15,6 não negros, a cada 100 mil habitantes. De acordo com o levantamento, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os maiores índices de homicídios de negros foram registrados em Sergipe (79/100 mil) e Rio Grande do Norte (70,5/100 mil). A Bahia está atrás ainda de Alagoas (69,7/100 mil), Pernambuco (60,4/100 mil), Amapá (59,4/100 mil), Pará (57,7/100 mil) e Goiás (55,5/100 mil). "O caso de Alagoas é especialmente interessante, pois o estado teve a terceira maior taxa de homicídios de negros (69,7/100 mil) e a menor taxa de homicídios de não negros do Brasil (4,1/100 mil). Em uma aproximação possível, é como se os não negros alagoanos vivessem nos Estados Unidos, que em 2016 registrou uma taxa de 5,3 homicídios para cada 100 mil habitantes, e os negros alagoanos vivessem em El Salvador, cuja taxa de homicídios alcançou 60,1 por 100 mil habitantes em 2017", compara o texto. O documento mostra ainda a variação na taxa de homicídios. Na Bahia, os assassinatos de negros cresceram 104,4%, em um período de 10 anos (2006-2016), enquanto o índice entre não negros aumentou 116,9%.


Mortes por armas de fogo

A Bahia é o estado que mais registra homicídios por arma de fogo. Segundos dados divulgados nesta terça-feira (5) pelo Atlas da Violência de 2018, foram 5.449 mortes por arma de fogo na Bahia no ano de 2016. No ranking dos três maiores estados, a Bahia é seguida pelo Rio de Janeiro, com 4.019 óbitos causados por agressão por disparo de arma de fogo e Pernambuco, com 3.475 mortes desse tipo. De 2006 a 2016, o número passou de 2.402 para 5.449, ou seja, os óbitos desse tipo aumentarem em 126,9% nesses 10 anos. De acordo com o levantamento do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a Bahia lidera nesse tipo de morte desde 2009. Em 2008, quem liderava era o Rio de Janeiro. O número também aumentou quando comparado com o registrado em 2015. Foi uma taxa de 19,6%.


Morte de mulheres

A Bahia é o segundo estado que mais mata mulheres, em números absolutos. De acordo com o Atlas da Violência 2018, divulgado nesta terça-feira (5), foram 441 homicídios em 2016, o que equivale a 5,7 mulheres assassinadas a cada 100 mil habitantes do estado. A Bahia perde em número apenas para São Paulo, onde foram registrados 507 homicídios de mulheres no mesmo ano (2,2/100 mil). Produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o levantamento aponta ainda um crescimento de 81,5% no número de homicídios de mulheres na Bahia, entre 2006 e 2016. O número é cinco vezes maior do que o aumento observado no Brasil, de 15,3%. O texto explica que não é possível identificar a parcela que corresponde a vítimas de feminicídio, já que não há informações sobre este tipo específico de crime na base de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade. "No entanto, a mulher que se torna uma vítima fatal muitas vezes já foi vítima de uma série de outras violências de gênero, por exemplo: violência psicológica, patrimonial, física ou sexual. Ou seja, muitas mortes poderiam ser evitadas, impedindo o desfecho fatal, caso as mulheres tivessem tido opções concretas e apoio para conseguir sair de um ciclo de violência", acrescenta o documento. No detalhamento por raça, em um universo de 100 mil habitantes, o número de homicídios de mulheres negras na Bahia (5,9) é 1,73 vezes maior do que o registrado entre não negras (3,4).


Mortes de jovens

Dentre as 27 unidades federativas do país, a Bahia é a que mais registra homicídios de pessoas entre 15 a 29 anos de idade. De acordo com dados do Atlas da Violência, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta terça-feira (5), foram 4.358 homicídios de jovens em 2016 no estado. De 2006 a 2016, houve um aumento de 123,8% nos homicídios, quinto maior aumento do país. Também foi registrado um acréscimo de 22,5% no número de homicídios de 2015 para 2016. O número de homicídios por estado foi resultado da soma dos óbitos causados por agressões mais intervenção legal. O registro segue a tendência do país, que superou o patamar de trinta mortes por 100 mil habitantes pela primeira vez na história. São cerca de 60 mil a 65 mil casos por ano. Ainda de acordo com o Atlas, 11 estados apresentaram crescimento gradativo da violência letal nos últimos 10 anos, sendo que, com exceção do Rio Grande do Sul, todos se localizam nas regiões Norte e Nordeste do país.


Morte de negros

O Atlas da Violência 2018 reforçou um dado já conhecido pela população brasileira: a concentração de homicídios na população negra do país é consideravelmente superior à de não negros. Em 2016, a taxa de homicídios de negros no Brasil foi de 40,2 a cada 100 mil habitantes, enquanto o índice de não negros é de 16, na mesma proporção. Apesar de não ser o estado com maior discrepância, a Bahia registra uma diferença superior à observada nacionalmente: são 52,4 negros mortos contra 15,6 não negros, a cada 100 mil habitantes. De acordo com o levantamento, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os maiores índices de homicídios de negros foram registrados em Sergipe (79/100 mil) e Rio Grande do Norte (70,5/100 mil). A Bahia está atrás ainda de Alagoas (69,7/100 mil), Pernambuco (60,4/100 mil), Amapá (59,4/100 mil), Pará (57,7/100 mil) e Goiás (55,5/100 mil). "O caso de Alagoas é especialmente interessante, pois o estado teve a terceira maior taxa de homicídios de negros (69,7/100 mil) e a menor taxa de homicídios de não negros do Brasil (4,1/100 mil). Em uma aproximação possível, é como se os não negros alagoanos vivessem nos Estados Unidos, que em 2016 registrou uma taxa de 5,3 homicídios para cada 100 mil habitantes, e os negros alagoanos vivessem em El Salvador, cuja taxa de homicídios alcançou 60,1 por 100 mil habitantes em 2017", compara o texto. O documento mostra ainda a variação na taxa de homicídios. Na Bahia, os assassinatos de negros cresceram 104,4%, em um período de 10 anos (2006-2016), enquanto o índice entre não negros aumentou 116,9%.

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