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Compras na internet: a modernidade do consumo sem sair de casa


O índice de preços da internet aumentou 0,55% em junho - Foto: Reprodução | Doutor E-Commerce


O e-Commerce traz a facilidade de comprar sem sair de casa, mas algumas pessoas ainda desconfiam desta simplicidade e não se deixam levar pelos encantos do mundo online. Anos se passaram e as compras pela internet se tornaram um hábito do brasileiro. Um estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que 89% dos internautas realizaram ao menos uma compra online nos 12 meses anteriores à pesquisa.

De acordo com site Marketing de Conteúdo, a origem deste metodo tão atrante de compras é um tanto curiosa. Supostamente, no início dos anos 70, alunos de Stanford e do MIT usaram a ARPANET — a antecessora da internet desenvolvida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos — para comercializarem maconha entre si. Contudo, o primeiro canal de compra e venda online oficial se chamava Videotex. Era um projeto que permitia fazer compras onlines através de uma televisão modificada.


O economista Vinícius Mascarenhas acredita que as compras online cresceram devido ao bombardeio de ofertas. “O brasileiro está ficando cada vez mais tempo conectado, e a todo momento é seduzido por links patrocinados e por opiniões de influenciadores digitais”, afirmou.

De acordo com Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de consumo (IBEVAR) em parceria com o Programa de Administração de Varejo (PROVAR), o E-flation — índice de preços da internet — aumentou 0,55% em junho. Contudo, apesar do acréscimo, a publicitária Laiane Oliveira continua preferindo comprar online por encontrar preços mais em conta em comparação as lojas físicas. Apesar da opinião da publicitária, Mascarenhas pondera: “O que vejo em empresas que tem lojas físicas e e-commerce, é que eles praticam preços muitos semelhantes nos dois ambientes”.


Além disso, Laiane tem uma boa justificativa para preferir esse método. “A internet e o computador estão no meu dia a dia, o que facilita a compra. Já sair para procurar algo, requer tempo”, afirmou. Vinicius também credita o sucesso do online ao aconchego do lar. “No conforto e comodidade do seu lar, junto com a facilidade em pesquisar preços e comparar modelos, cada vez mais o consumidor vai adquirindo o hábito da compra online”, finalizou.

Dentro do mundo do e-commerce, pode-se encontrar vários modelos de negócios, como, por exemplo: o Business to Business (B2B), é quando uma empresa produz e vende para outra empresa; Business to Consumer (B2C), são as empresas que produzem e vendem diretamente para o consumidor; Consumer to Consumer (C2C), a negociação é feita entre consumidores e uma empresa é a mediadora; e B2G, que fornece serviços e produtos para o governo.


Para o economista, operações C2C como Mercado Livre e Ebay podem puxar o preço de alguns produtos para baixo. “Outra coisa importante são as compras em sites do exterior, como AliExpress, que estão ficando cada vez maiores, e o crescimento das plataformas de serviço como Uber, iFood, AirBnB e outras que estão nesse meio. O que não deixa de mexer com a nossa economia por que elas passam pelo nosso sistema financeiro de bancos e cartões de crédito, geram impostos e alimentam a cadeia de logística, por exemplo”, finalizou.

Infelizmente, o paraíso online também tem as suas maças envenenadas. Em 2017, o Brasil terminou o ano com 1,964 tentativas de fraude, de acordo com Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude. Isso mostra que houve uma tentativa de fraude a cada 16 segundos no ano passado.


A publicitária admite ter medo de golpes, e possui meios para evitá-los. “Quando compro em quantidade sempre faço vários pagamentos. Compro uma coisa, faço pagamento, e depois compro novamente. Faço isso para gerar várias notas fiscais. Acredito que fica mais difícil ser fraudada dessa forma, mas não é impossível”, concluiu.

Ciro Gazerdin, advogado de defesa do consumidor, citou outras táticas para evitar as fruades. “A sugestão é evitar compras através de links, mensagens de textos, e-mails. É importante procurar o site direto do fornecedor, pesquisar avaliações de outros consumidores. Há sites com erros gramaticais e com o valor do produto muito abaixo da média, é bom evitá-los também”, informou o advogado.


A vendedora Suzane Cavalcanti não gosta de comprar online. “Não tem quem me faça comprar na internet. Não vejo o produto, ainda tem o frete e demora para chegar. Além do medo de ser fraude, tem o receio do produto não ser como prometido.” comentou.

Em casos de fraudes, Ciro dá o passo a passo de como agir: “Se acontecer, a primeira coisa é prestar queixa à delegacia contra crimes digitais, contatar imediatamente a empresa de cartão de crédito, comunicar o ocorrido e solicitar o bloqueio. Depois, se o problema não for resolvido, é preciso prestar ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor, o Procon e procurar um advogado da sua confiança”, concluiu.

Em uma pesquisa realizada pelo Ibope Conecta (referência no comportamento do consumidor digital) e pelo Ibope DTM (unidade de marketing de relacionamento e big data do Ibope Inteligência) comparou 34 grandes lojas virtuais. Em um compilado de duas mil entrevistas, a loja mais recomendada pelos brasileiros é a Netshoes, seguida pela Kabum e a Saraiva. Enquanto a FastShop e a Alibaba foram as lojas menos recomendadas.

  A Tarde