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Metade dos presidenciáveis ignoram o esporte nos planos de governo


Metade dos presidenciáveis ignoram o esporte nos planos de governo


Dos 13 candidatos à presidência da República, sete não mencionam o esporte nos seus planos de governo. O levantamento foi feito pela Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), entidade que reúne 104 instituições que acreditam no esporte como fator de desenvolvimento humano. Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), João Goulart Filho (PPL) e Vera Lúcia (PSTU) não tratam do tema nas suas promessas. 

Ciro Gomes (PDT) fala em desenvolvimento de programa de incentivo ao esporte, como iniciativas regionais e o Bolsa Atleta; na implementação e qualificação do esporte nas escolas como ferramenta de entretenimento e amparo dos jovens estudantes; e promete promoção facilitada do acesso à cidade e espaços de lazer para que os jovens possam vivem a cidade em sua plenitude. 

Já Luiz Inácio Lula da Silva (PT) batiza o plano de "Agenda de Futuro para o Esporte Brasileiro". Ele destaca a criação do programa Bolsa Atleta durante a gestão do PT e a organização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Lula pretende criar o Sistema Único do Esporte, definindo o papel da União, Estados, DF, Municípios e das entidades esportivas na oferta de políticas de esporte (sistema quadripartite), a exemplo do que ocorre na saúde, com o SUS, além de implementar a Universidade do Esporte, articulando pesquisa, ensino e extensão com foco no futebol. 


Marina Silva (Rede) batiza o seu plano de "Esporte para a vida toda". Ela promete aumentar os recursos federais destinados ao esporte e ainda fala na criação de espaços públicos para a atividade física, na construção de ciclovias e na conquista de medalhas. 

Candidato do PSOL, Guilherme Boulos critica o alto investimento em eventos esportivos como o Pan-Americano de 2007, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio-2016. Porém, ele estabelece 36 ações, dentre elas, constituir o Sistema Nacional de Esporte e Lazer, romper com a política de conciliação com a cartolagem dos clubes, federações e confederações esportivas e auditar as contas das entidades esportivas. 

Enquanto isso José Maria Eymael (Democracia Cristã) pensa em “universalizar o acesso ao esporte amador” implantando o Plano Nacional de Apoio ao Esporte Amador Competitivo "reconhecendo sua importância na formação do caráter dos Jovens e no combate às drogas, promovendo ainda políticas públicas para integração da criança e do adolescente na prática do esporte, em suas várias modalidades". Por fim, João Amoedo (Novo) trata do tema de forma protocolar. Ele propõe "novas formas de financiamento de cultura, do esporte e da ciência com fundos patrimoniais de doações".

  Bahia Notícias