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Bancos estrangeiros reduzem créditos ao Brasil



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Os bancos internacionais reduziram em US$ 20 bilhões os créditos ao Brasil entre março e junho, a maior queda entre as economias emergentes e em desenvolvimento, de acordo com dados do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), considerado o banco central dos bancos centrais.

O declínio é ainda mais significativo porque, no primeiro trimestre, o Brasil tinha recebido US$ 11 bilhões a mais em créditos externos, ou quase tudo que ingressou na América Latina naquele intervalo.

A deterioração da atividade bancária internacional global, e também em relação aos emergentes, é destacada em nota do BIS sobre as transações no segundo trimestre.



Os empréstimos bancários internacionais para os emergentes e em desenvolvimento como um todo sofreram a primeira contração desde fins de 2016. O declínio nos financiamentos bancários para esse grupo de países foi concentrado em algumas economias. O Brasil vem na frente, com a contração de US$ 20 bilhões, seguido por Índia (-US$ 13 bilhões), México (-US$ 8 bilhões), Polônia (-US$ 7 bilhões) e Turquia (-US$ 1 bilhão).

Em contrapartida, os bancos aumentaram os créditos para Taiwan (US$ 11 bilhões), República Checa (US$ 7 bilhões) e Argentina (US$ 1 bilhão). Bancos estrangeiros têm um total de US$ 4,9 trilhões de créditos nas economias emergentes e em desenvolvimento. Os bancos do Reino Unido têm o maior volume de empréstimos para esse grupo de países, com US$ 730 bilhões, a maioria na Asia.

Bancos dos Estados Unidos têm créditos de US$ 718 bilhões nos emergentes, uma parte importante na América Latina. Por sua vez, as instituições bancárias espanholas acumulam um volume de empréstimos de US$ 404 bilhões para emergentes, quase tudo na América Latina.



As instituições bancárias japonesas têm empréstimos de USS 552 bilhões nos emergentes, e os bancos franceses, outros US$ 494 bilhões.

Segundo o BIS, o modelo de negócios que os bancos utilizam quando emprestam para economias emergentes e em desenvolvimento não é uniforme. Algumas instituições conduzem essas transações fora de suas matrizes ou por centros financeiros, como é o caso dos bancos japoneses. Outros seguem o modelo de multinacionais e abrem subsidiárias estrangeiras, como fazem os bancos espanhóis.

Para o BIS, essa diferença no modelo de negócios é relevante para entender como os bancos podem responder a ''desenvolvimentos adversos'' nos países para os quais forneceram créditos. O BIS não faz comentários sobre as razões de contração ou aumento dos créditos bancários internacionais, limitando-se às estatísticas do período.



O fato é que, em meio a incertezas na economia global, com escalada de tensões comerciais e aumento gradual de juros em economias desenvolvidas, a atividade bancária internacional foi atingida. Globalmente, os créditos externos tiveram contração de US$ 130 bilhões no segundo trimestre, com o estoque agora sendo de US$ 29 trilhões.

O maior crescimento nos empréstimos internacionais foi de novo para entidades não bancárias, como fundos de investimentos e veículos especiais de investimentos, em alta de 7%.

  Valor Econômico