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Bolsonaro ignora sistema brasileira e pagará bilhões de dólares por sistema israelense de dessalinização de água






O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou que estabelecerá parceiras com empresas de Israel para implantar sistemas de dessalinização de água com o objetivo de minimizar a falta de água no Nordeste. Apesar da propaganda feita a partir do anúncio, outros sistemas já atendem a comunidade nordestina no abastecimento de água potável, através dos processos de retirada do sal mineral da água.

Ao priorizar as parcerias com empresas israelenses, Bolsonaro ignorou a existência de um sistema premiado de baixo de custo, criado por uma pesquisadora brasileira e que venceu uma competição internacional.

O sistema desenvolvido por Nadia Ayad, afrodescendente e filha de sudaneses, utiliza o material revolucionário grafeno no processo de dessalinização, reduzindo os custos de aquisição. Apesar disso, Bolsonaro destinará bilhões de dólares para comprar os sistemas em Israel.



Nádia formou-se recentemente em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), do Rio de Janeiro. Ela venceu nove concorrentes com o seu sistema, no Global Graphene Challenge Competition, em 2016.

“Com a crescente urbanização e globalização no mundo e a ameaça das mudanças climáticas, a previsão é de que num futuro não muito distante, quase metade da população do planeta viva em áreas com pouquíssimo acesso à água”, afirma Nadia. “Há uma necessidade real de métodos eficientes de tratamento de água e dessalinização. Pensei que a natureza única do grafeno e suas propriedades, incluindo seu potencial como uma membrana de dessalinização e suas propriedades de peneiração superiores, poderiam ser parte da solução”.



Como prêmio, a estudante carioca fará uma viagem até a sede da Sandvik, na Suécia, onde encontrará pesquisadores e conhecerá de perto algumas das inovações e tecnologias de ponta sendo empregadas pela empresa. Ela visitará ainda o Graphene Centre da Chalmers University.

Esta não será a primeira experiência internacional de Nadia. A engenheira brasileira já tinha participado do programa do governo federal Ciências Sem Fronteiras, quando estudou durante um ano na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Agora ela pretende fazer um PhD nos Estados Unidos ou Reino Unido, pois acredita que, infelizmente, terá mais oportunidades para realizar pesquisas no exterior do que no Brasil. Com informações do Diário do Centro do Mundo.



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