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Com Salles no ministério, Bolsonaro abre ‘guerra’ contra meio ambiente



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No último final de semana, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, concluiu a montagem do primeiro escalão de seu governo. Foi Ricardo Salles, ex-secretário do Meio Ambiente de São Paulo durante a gestão Geraldo Alckmin, o último nome a ser apresentado, para a pasta correspondente na administração federal.

No ministério do ex-capitão, há membros do alto oficialato das Forças Armadas, há uma equipe econômica, há o ministro Sérgio Moro e há ministros que são identificados mais essencialmente com o discurso e a figura de Jair Bolsonaro. Ricardo Salles faz parte do último grupo.

Assim, a pasta e a questão ambiental no país estarão a partir de agora sob esta esfera. A do discurso e da figura de Jair Bolsonaro.



Os especialistas estão preocupados.

O ministro indicado, Ricardo Salles, de 43 anos, foi secretário estadual (Meio Ambiente) de São Paulo em 2016 e 2017. Sua saída do cargo se deu pelo desgaste gerado por sucessivos enfrentamentos com líderes ambientalistas e por investigações do Ministério Público por questões diversas, mas sempre ligadas à pasta que dirigia, como suspeita de facilitações fraudulentas a empresas mineradoras e falseamento de documentações e licenças ambientais.

Tudo isso sob a livre cobertura da imprensa, ainda disponível na internet. Também se registrou, na época, que Salles estava deixando o cargo por desejo de seu próprio partido, então o PP, componente da base de sustenção de Alckmin. Sua lista de filiação até a presente data: PFL, PP, DEM e NOVO, este último sua atual legenda.



Antes da experiência na área ambiental, Salles, que é advogado por formação, em 2006, fundou e passou a presidir o movimento “Endireita Brasil”, da sociedade civil, por valores conservadores e pelo fim da bandalheira.

Entre os feitos da entidade, está a instituição do autoproclamado Dia da Liberdade de Impostos, todo 25 de maio, desde 2007, em que, por meio de parcerias, postos oferecem gasolina com o desconto de todos os impostos, para mostrar o tamanho da carga tributária nos combustíveis. O grupo também já se dedicou a campanhas na internet contra políticos, chegando a oferecer 1.000 reais para que alguém hostilizasse Ciro Gomes em um restaurante. É fato, ao alcance de um clique. E há muito mais.

  Carta Capital  



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