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Fundador do MBL dá calote em faculdade e foge da justiça



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Alexandre Henrique Ferreira dos Santos, um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre), é pessoa de paradeiro desconhecido e endereço incerto para a Justiça do Estado de São Paulo. Conhecido em seu meio como “Salsicha”, é um dos rostos mais populares de seu grupo liberal, ao lado do irmão Renan, do deputado federal eleito Kim Kataguiri (DEM-SP) e do vereador paulistano Fernando Holiday (DEM-SP), além do deputado estadual eleito Arthur Duval “Mamãe Falei” (DEM-SP). Mas seu paradeiro e endereço são desconhecido e incerto, respectivamente, ao menos para a Justiça do Estado de São Paulo. 

É assim que Alexandre figura no processo nº 1064799-70.2016.8.26.0100. O procedimento não corre sob segredo de Justiça, quer dizer que seu inteiro teor é público, como toda e qualquer ação judicial no Brasil que não está posta em sigilo. 

Trata-se de uma ação de cobrança por dívida líquida e certa que data de 2016, cobrando um débito de 2014. É da faculdade em que Alexandre estudou comunicação, a FAAP (Fundação Álvares Penteado). É que ele não pagou pelas aulas a que assistiu, e desde então nem a faculdade nem a Justiça conseguem encontrar o líder do MBL para lhe entregar o boleto.



Tampouco vão conseguir hoje ou amanhã. É que Alexandre está na Europa, junto com Renan e a família. Ou assim afirma este último. “Tô viajando aqui, com o Salsicha e a minha família, dando um rolê”, fala Renan, em vídeo publicado no último dia 11.

Enquanto Alexandre andava por Coimbra com a família, no mesmo dia 11 em que Renan publicava seu vídeo, uma empresa contratada pela FAAP anexava ao processo de cobrança a guia de pagamento, de R$ 282, pela publicação, no Diário Oficial da Justiça, de uma citação por edital, para que Alexandre se apresente no processo em que é cobrado, após tantas e infrutíferas tentativas dos oficiais de Justiça de lhe entregar em mãos o chamamento.
Tal pai, tal filho 

Não é a FAAP a única instituição de ensino a cobrar pelo ensino de Alexandre. Ele cursou o ensino médio no colégio Sérgio Buarque de Holanda, na zona Sul de São Paulo. Concluiu em 2006. Ocorre, porém, que conforme se lê na ação judicial 1003389-82.2014.8.26.0002, seus pais jamais pagaram pelo serviço, desaparecendo de uma cobrança que se tenta fazer até hoje. 



O mesmo expediente do processo da FAAP. Oficiais de Justiça dando batidas em escritórios e residências, busca por bens e endereços nos cadastros Bacenjud e Renajud, tudo sempre infrutífero. No último dia 27 de agosto, os advogados da escola fizeram uma nova e diferente tentativa para descobrir o paradeiro dos Santos: 

“Pede-se: a expedição de ofícios para as empresas prestadoras de serviços, que podem possuir os dados cadastrais atualizados do demandado, quais sejam: SABESP, COMGAS, ELETROPAULO, operadoras de telefonia VIVO, TIM, CLARO, NEXTEL, OI, as empresas NET, GVT, SKY, DIRECTV”. 

Felipe Pinto Ribeiro Araújo e Silva, o advogado do colégio que sofre o calote, segue incessante na busca pelo pagamento: “Não vamos desistir. Em algum momento, se encontra o devedor, mesmo que ele não queira ser encontrado. Seja por meio do oficial de Justiça, da citação por edital, ou qualquer outro meio que a lei prevê.” 

Por ora, seria bom buscar em Coimbra.

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