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Jean Wyllys desabafa: “Eu temo ter o mesmo fim da Marielle”



Foto: Agência Cãmara


“Eu temo ter o mesmo fim da Marielle Franco, uma amiga que também vivia no Rio de Janeiro e morreu por defender certas causas e incomodar poderosos”. A afirmação é do deputado federal reeleito Jean Wyllys (PSOL-RJ). “Chegou-se ao ponto de uma desembargadora – que sabia muito bem o que estava dizendo – afirmar ser a favor de um ‘paredão profilático’ meu, e que eu não valeria a bala que me mataria nem o pano que limparia a bagunça”, relembrou, em entrevista a Rodrigo Durão Coelho, para a Carta Capital.

A desembargadora mencionada é Marília Castro Neves Vieira, do TJ–RJ, que, no último mês de novembro, foi notificada para explicar suas declarações ao Conselho Nacional de Justiça. Wyllys afirma que processou a juíza, porém, não teve resposta poder público. “Pergunte ao Ministério Público se foi tomada alguma providência. Nada acontece. Sou tratado com desdém ou chacota, mas temo pela minha vida”, destacou.



Jean vem sofrendo ameaças, inclusive de morte, por defender determinadas causas. Em resposta a uma solicitação feita pelo deputado, em outubro, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), exigiu que o governo brasileiro adote medidas concretas para proteger a vida e a integridade física do parlamentar.

“Minha saúde é afetada, sim. Percebo que a onda de mentiras que falam ao meu respeito afeta a forma como as pessoas olham para mim. Eu sou honesto! Sou honrado! Sempre fui. Mas eu noto a mudança no olhar das pessoas, com desconfiança. Tudo isso começou com mais força depois do impeachment da Dilma e prosseguiu na campanha eleitoral”, desabafa Wyllys.

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