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Militares ocupam mais postos em governo Bolsonaro do que em ditadura






Com os 22 ministérios definidos — e a equipe de ministros devidamente confirmada com sete militares — o presidente Jair Bolsonaro (PSL) torna-se o presidente com a maior quantidade de oficiais das Forças Armadas participando do primeiro escalão do governo, ultrapassando os mandatos exercidos durante o período da ditadura militar.

Os militares que integram o ministério a partir de 2019 são: o tenente-coronel da Aeronáutica Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), os generais da reserva do Exército Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete da Segurança Institucional) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), o almirante Bento Costa de Albuquerque Junior (Minas e Energia), o capitão da reserva do Exército Wagner Rosário (Transparência e CGU) e o ex-capitão Tarcísio Gomes Freitas (Infraestrutura).

Contando com o vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB), e o próprio Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, o governo conta com nove militares na linha de frente.



Ao todo, o novo governo reúne mais oficiais que os governos dos presidentes que atuaram entre abril de 1964 e março de 1985. Em relação ao número de ministérios, a quantidade de indicados por Bolsonaro é igual ou superior aos nomes que ocuparam postos-chave durante o regime militar.

Segundo a Biblioteca da Presidência da República, Humberto Castelo Branco (1964-1967) indicou cinco oficiais, Arthur da Costa e Silva (1967-1969), Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) e Ernesto Geisel (1974-1979) convocaram sete, e João Figueiredo (1979-1985) teve seis.

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