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Ruralistas brasileiros temem por aproximação de Bolsonaro a Israel



Israel tenta se aproximar de ruralistas preocupados com mudança de embaixada
Binyamin Netanyahu | Foto: Reprodução / The Irish Times


Representantes do agronegócio brasileiro estão preocupados com a aproximação do futuro presidente Jair Bolsonaro e o governo de Israel. Os produtores temem por represálias dos países árabes que, juntos, representam o segundo maior comprador de proteína animal brasileira. Em 2017, as exportações somaram US$ 13,5 bilhões e o superavit para o Brasil foi de US$ 7,17 bilhões.

Visando uma aproximação com o setor, o primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, convidou o presidente da CNA, principal entidade do setor, para uma reunião no Rio de Janeiro, João Martins da Silva Junior, que recusou o encontro alegando outras atividades na agenda.

Na primeira visita de um premiê israelense ao país, Netanyahu vem ao Brasil para a posse de Bolsonaro. O primeiro-ministro chegará na próxima sexta (28) e ficará cinco dias no país. No Rio, se encontrará com o presidente eleito.

Além da possível transferência da embaixada, Bolsonaro sinaliza que dará uma guinada na política externa do Brasil, que, historicamente, defende uma neutralidade nos conflitos do Oriente Médio, interpretada não raro como inclinação em favor dos países árabes.

Promove, assim, um realinhamento internacional, aproximando-se dos Estados Unidos de Donald Trump, que já transferiu a embaixada americana para Jerusalém.

Bolsonaro, com isso, reitera a sua proximidade com os evangélicos brasileiros, defensores do Estado judeu, considerado por eles uma "verdade bíblica".

Mas, depois da apreensão causada ao setor ruralista, outro dos pilares de sustentação de seu governo, Bolsonaro deixou no ar se efetivará a mudança da embaixada. 

Há cerca de dez dias, a Organização para a Cooperação Islâmica pediu que Bolsonaro tenha "máxima consideração" com as nações muçulmanas, em memorando assinado pelos embaixadores dos 57 países que integram o grupo.

Seu filho Eduardo Bolsonaro, contudo, disse durante uma recente visita a Washington que a mudança da embaixada "não é uma questão de se, mas de quando". Informações da Folhapress



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