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Bahia: médicos brasileiros rejeitam vagas deixadas pelos cubanos.




Posto de saúde em Mansidão. Foto: reprodução


Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia, das 683 vagas homologadas pelo Ministério da Saúde no Programa Mais Médicos, 73 não foram ocupadas pelos profissionais brasileiros, após a saída dos médicos cubanos.

De acordo com a Sesab, as vagas foram recusadas pelos médicos inscritos no programa por serem oferecidas em comunidades carentes do interior, algumas na zona rural. Alguns profissionais alegaram "choque de realidade" quando rejeitaram os locais de trabalho.



Ainda segundo a Secretaria, os profissionais desistentes são recém-formados e originários de cidades de maior porte. Alguns até iniciaram as atividades, mas desistiram em poucos dias e retornaram aos seus locais de origem, afirma a Sesab.

Outros profissionais justificaram a desistência, às secretarias municipais de saúde, alegando outras oportunidades de trabalho ou aprovação em cursos de mestrado. Há, também, os que não concordam com a realidade das pequenas cidades, de difícil acesso.



Em Mansidão, no Oeste da Bahia, de 13 mil habitantes e localizada na fronteira com o Piauí, ocorreu uma situação inversa: o único profissional do Mais Médicos que apareceu é um profissional de 66 anos, que já é aposentado como médico perito.

Gesnner Caetano se inscreveu na primeira rodada de seleção do programa e está na cidade desde meados de dezembro. Nem salário recebeu ainda, um problema que tem ocorrido também na maioria das cidades, segundo relatos dos médicos.



Mansidão não tem hospital municipal e sem os outros três médicos do programa que ainda não apareceram, toda a população que depende de serviço público de saúde está sendo atendida pelo doutor Gesnner.

“Faço uns 25 a 30 atendimentos pelo programa e o resto é um trabalho social da região, faço atendimentos diversos”, disse o médico, que possui 43 anos como profissional e é especializado em ortopedia.

Da prefeitura de Mansidão, ele recebeu R$ 2,7 mil como ajuda de custo para despesas de alimentação e moradia, e tem um veículo à disposição para se locomover, dirigido por ele mesmo. O posto onde atende é no centro da cidade. Informações do Correio 24 Horas.



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