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Brumadinho: Agência acredita que rejeitos ficarão retidos em duas hidrelétricas do São Francisco, em Minas Gerais.







Além de provocar dezenas de mortes já confirmadas pelas autoridades, deixar centenas de desaparecidos e incalculável prejuízo ambiental, o rompimento da barragem de rejeitos de minério da Companhia Vale do Rio Doce, no município de Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, na última sexta-feira (25), gerou profunda preocupação entre os moradores das cidades banhadas pelo Rio São Francisco.

A Agência Nacional de Águas afirmou que os milhões de toneladas de lama que percorrem o leito do Rio Paraopeba, alcançarão o Rio São Francisco. O Prefeito de Bom Jesus da Lapa e Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro, manifestou sua preocupação à imprensa e lançou um alerta para as comunidades ribeirinhas, no estado da Bahia.

Para Eures, a contaminação de um dos maiores rios do país é "extremamente preocupante". “É uma tragédia que precisa ser contida. Estão jogando com vidas humanas, com um ecossistema que levará décadas para se recompor, se é que será possível”, argumenta.



Após a previsão inicial, a ANA continuou monitorando o avanço dos rejeitos, no Paraopeba, com duas coletas diárias de material. O resultado das novas simulações indicam que o avanço dos rejeitos poderá ser detido em duas barragens do Rio São Francisco, ainda em Minas Gerais: a de Retiro Baixo, no município de Pompeu, e a de Três Marias, no município do mesmo nome.

A Ana acrescentou que os rejeitos viajam a uma velocidade de 1km por hora e deverão alcançar Retiro Baixo entre os dias 5 e 10 de fevereiro. Devido à capacidade dos reservatórios das duas hidrelétricas, os especialistas avaliam que as comunidades que ficam mais abaixo talvez não sejam atingidas pela coluna de lama no São Francisco. Informações UPB e Portal G1



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