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Flexibilização do porte de armas sofre resistência na bancada da bala



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Embora a flexibilização do Estatuto do Desarmamento seja uma unanimidade entre os parlamentares da chamada bancada da bala, a liberação do porte de armas, defendida por integrantes do governo Jair Bolsonaro, ainda sofre resistências. Deputados do próprio PSL e parlamentares cuja origem é a Polícia Militar ou Federal são críticos a facilitar que pessoas circulem livremente com revólveres. 

O decreto que facilita a posse de armas de fogo será assinado nesta terça-feira, 15, mas por essa medida os brasileiros ficam restritos a utilizar armas de fogo apenas para defesa de suas residências ou comércios. A cúpula do governo já discute, no entanto, permitir também o porte. Em entrevista ao SBT, no dia 3 de janeiro, o presidente admitiu que isso também está sendo avaliado pelo Palácio do Planalto. "Vamos flexibilizar também o porte. Pode ter certeza disso aí", enfatizou.



Deputado federal eleito pelo PSL de Amazonas, o delegado Pablo diz que a medida pode transformar o País num "velho oeste", como são conhecidos os períodos de expansão de fronteira dos Estados Unidos. "O porte de arma é uma coisa mais séria do que a posse. A população já votou para ter arma de fogo em sua residência, isso é ponto pacífico", disse ao lembrar do referendo de 2005, no qual a população rejeitou a proibição total da comercialização de armas e munições. 

Maior do que na última legislatura, a bancada da bala terá ao menos 40 deputados a partir de fevereiro, todos com origem profissional nas Forças Armadas ou segurança. Metade desses nomes, no entanto, pertence ao PSL e pode votar conforme determinação do governo Bolsonaro.

  O Estado de S. Paulo  



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