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Mesmo preso, população teme o médium João de Deus




Doação Casa da Sopa
Foto: Metrópoles



Uma reportagem do site Metrópoles relata o medo entre os moradores da cidade de Abadiânia, em Goiás, sobre a prisão do médium João de Deus acusado de abuso sexuais durante 40 anos de atividade na cidade.

Segundo a matéria, os moradores temem o poder que João de Deus teria sobre as autoridades locais. Esse medo na população teria contribuído para retardar as denúncias contra o médium que surgiram nas últimas semanas. Quem fala sobre o assunto demonstra temor por represálias de pessoas ligadas a João de Deus.

De acordo com o Metrópolis, a cidade de Abadiânia sentiu economicamente os efeitos da prisão do médium. Os hotéis registraram quedas de cerca de 90% no número de hóspedes, várias lojas já fecharam as portas e outras planejam fechar, com quedas superiores a 80% nas vendas.




Enquanto a cidade tenta se adaptar à ausência do médium, vítimas de abusos e testemunhas continuam sendo ouvidas pelo Ministério Público de Goiás, em Goiânia. Mais de 100 relatos foram oficializados pelo órgão até o dia 28 de dezembro e não há previsão para que o trabalho investigativo termine.

Uma das pessoas entrevistadas pelo site disse que após discussões com um dos integrantes da equipe que trabalha na entidade comandada por João de Deus, precisou mudar de estado por medo de ameaças. Durante a entrevista ela afirmou que boletins de ocorrência registrados sobre o fato desapareceram na delegacia local.




"odo mundo sabe o poder e a influência que tem o seu João. Apesar de ele estar preso tenho extremo receio", disse. "As pessoas fingem que não sabem, que não veem. Comentários sempre ouve, sobre muita coisa, mas nunca foi provado", complementou.

Segundo o Metrópoles, o Ministério Público afirma que o poder do médium impediu que muitas pessoas denunciassem ou que denúncias fossem investigadas. Assim, os fatos ficaram sem se revelar durante muitos anos. O Ministério Público informa que o caso mais antigo e denunciado ao órgão ocorreu no ano de 1975 e o mais recente, em Maio de 2018.



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