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Bahia é o estado do Nordeste com maior número de mortes de crianças vítimas de arma de fogo, aponta levantamento



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A Bahia é o estado do Nordeste com maior número de crianças e jovens, com até 19 anos, vítimas de arma de fogo, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (20) pela Sociedade Brasileira de Pediatria. 

De acordo com os dados, mais de 13 mil casos foram registrados no estado entre os anos de 1997 e 2016. Em nível nacional, a Bahia ocupa o terceiro lugar, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. 

"Isso é lamentável para nós, porque reflete, de fato, que nós precisamos, com urgência, nos debruçar sobre esse problema, e, de fato, refletir sobre as políticas públicas que nós precisamos implementar", disse a presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciana Rodrigues Silva. 



A reportagem da TV Bahia tentou gravar entrevista, mas a Secretaria da Segurança Pública (SSP) preferiu se pronunciar por meio de nota. No comunicado, a pasta informou que não teve acesso e não foi comunicado sobre o estudo, e que, diante disso, não pode argumentar sobre os resultados.

No período da pesquisa, alguns casos marcaram história no estado. No ano de 2011, o pequeno Joel, de 10 anos, foi morto em casa por um tiro que atravessou a parede do quarto dele. Em nota, o Tribunal de Justiça da Bahia informou que o processo, que envolve policiais militares, segue em andamento e aguarda data pra julgamento. 

O tempo passou e o pai dele, o capoeirista Joel Castro, ganhou um neto, Miguel, mas a dor da perda do filho caçula não foi curada, segundo ele. 



"Eu tinha as fotos, tinha muita lembrança de Joel. Essas coisas boliam [mexia] com a gente. A gente desfez disso. Ficou com as fotos dele guardadas para não magoar. Porque a gente guardando lembrança de Joel e olhando só trazia tristeza. Dói muito, mas, infelizmente, a gente tem que aguardar a justiça", disse Joel Castro. 

Em 2014, Daiane Ramos, de 9 anos, morreu depois de ter sido atingida por um tiro em um confronto entre traficantes, no bairro do IAPI, em Salvador. 

Dois anos depois, a pequena Alice Beatriz Farias, de apenas 1 ano, morreu depois de ter sido baleada também em um suposto confronto entre traficantes, na cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. 



Na última quinta-feira (14), Hebert Felipe, de apenas 11 anos, foi atingido por um tiro enquanto brincava na porta de casa, na cidade de Camaçari, na região metropolitana da capital baiana. A polícia afirmou que PMs trocaram tiros com criminosos. Os vizinhos e familiares negam.

  G1 Bahia  



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