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BA tem 53 líderes indígenas ameaçados de morte e outros 17 foram assassinados; terras não demarcadas acirram disputas





Índios da terra Indígena Tupinambá de Belmonte — Foto: Divulgação/CNDH
Foto: CNDH
Cinquenta e três lideranças indígenas da Bahia são assistidas atualmente por um programa de proteção, por estarem sob diversos tipos de ameaças, inclusive de morte. Conflitos históricos entre índios e fazendeiros por conta de terras persistem no interior do estado, e as disputas são acirradas, sobretudo devido à lentidão de processos para demarcação de terras.

Às vésperas do Dia do Índio, comemorado nesta sexta-feira (19), uma missão foi realizada pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) na região sul do estado, para apurar casos de homicídios e violações de direitos humanos dos indígenas. 

Representantes do órgão estiveram nos municípios de Eunápolis, Belmonte, Ilhéus, Buerarema e Canavieiras, que concentram grande quantidade de índios. Segundo o CNDH, desde 2005, foram registrados mais de 30 assassinatos na região — somente nos últimos dois anos, 17 lideranças indígenas jovens foram mortas.



A Bahia é o estado com maior população indígena do Nordeste e o terceiro do país, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com 56.742 pessoas que se declaravam índios naquele ano (6,9% dos 821.501 indígenas brasileiros), o estado ficava atrás apenas de Amazonas (167.122) e Mato Grosso do Sul (72.102). 

O estado tem, ao todo, 22 etnias reconhecidas. Entre as informadas pelos que se declararam indígenas, os Pataxó eram os mais numerosos na Bahia, com 11.942 representantes (21% do total). Em seguida, vinham os Pataxó Hã-Hã-Hãe (3.337 ou 5,9%), os Kiriri (2.984 ou 5,3%), os Botocudo (2.869 ou5,1%) e os Tupinambá (2.174 ou 3,8%).

  G1 Bahia  



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