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Cientistas pressinoam museu americano a cancelar evento com Bolsonaro



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Cientistas, estudantes, funcionários e educadores do Museu Americano de História Natural se unem para tentar impedir que a instituição receba um evento em maio, em que o presidente Jair Bolsonaro será homenageado pela Câmara Brasileira-Americana de Comércio. 

Numa carta à presidente do Museu, Ellen Futter, o grupo chama Bolsonaro de "fascista" e se diz "profundamente preocupado" com a possibilidade de que o local seja usado para homenagear "esse homem" que tem valores "diretamente em conflito" com os valores do museu. 



"Na condição de comunidade de funcionários, estudantes, cientistas e educadores, pedimos que a administração do museu mantenha seus valores e cancele o evento", escreveram. Até a manhã deste sábado, a petição já contava com mais de 500 assinaturas. 

"O Museu afirma ser um líder na proteção e promoção da biodiversidade o que completamente inconsistente com o ato de homenagear um presidente que pressiona por uma política anti-ambientalista agressiva", escreveram. O grupo lembra ainda que o governo brasileiro nega as mudanças climáticas e ameaça a Amazônia. 



Na carta, os cientistas também denunciam Bolsonaro por seus ataques contra negros, indígenas e homossexuais. Para eles, o evento seria uma "mancha" para a reputação do Museu. 

O grupo lembra que, quando o Museu Nacional foi destruído por um incêndio, Futter escreveu uma carta aos brasileiros indicando que a proteção de coleções é uma forma de proteger o futuro. 



Em resposta, os cientistas alertaram: "uma das formas pelas quais podemos proteger o futuro das populações indígenas brasileiras, cientistas, cidadãos e esforços de conservação é recusando dar acesso à nossa casa institucional ao presidente fascista". 

Em resposta, o Museu confirma que está avaliando a situação, enquanto políticos americanos e até o prefeito de Nova York se mostraram contrários à presença de Bolsonaro. 

Há poucos dias, num entrevista a este blog, o embaixador brasileiro Rubens Ricupero já havia alertado: "É triste ter de admitir que o Brasil tem hoje um presidente que não é apresentável em quase nenhuma capital, talvez nem mesmo nessas que visitou". 

Jamil Chade/UOL



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