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Aposentar-se aos 65 anos, impossível para milhões de latino-americanos



Agustín Chávez, de 66 anos, porteiro no México.



Seu caso não é uma exceção na América Latina, pois, apesar dos significativos avanços nos sistemas de aposentadoria durante a última década, a maioria dos idosos tem de continuar trabalhando depois da idade média de aposentar-se.

¨Depende muito de quanto economizaram. Se antes as pessoas viviam até os 70 e se aposentavam aos 58 anos, tinham 12 anos de aposentadoria. Hoje em dia a esperança de vida é mais alta e, se vivem até os 80, precisam trabalhar mais”, explica Michele Gragnolati, especialista do Banco Mundial em desenvolvimento humano.

A realidade latino-americana mostra que as aposentadorias são tão baixas que bem poucos afortunados podem permitir-se não trabalhar depois dos 65 anos. Estas são as aposentadorias pagas em alguns países da região:



  • Argentina: mínimo de 3.821 pesos argentinos (1200 reais)
  • México: mínimo de aproximadamente 1.600 pesos mexicanos (300 reais)
  • Brasil: mínimo de 772 reais
  • Colômbia: mínimo de 644.350 pesos colombianos (730 reais)
  • Peru: mínimo de 415 novos sóis (370 reais)

Apesar dos baixos valores, a América Latina conseguiu oferecer cobertura à mais da metade dos idosos – cerca de 30 milhões de pessoas. E fez isso por meio de três estratégias diferentes: dando benefícios a todos os idosos (na Bolívia e em Trinidad e Tobago); incluindo os excluídos (na Argentina, Brasil, Chile, Panamá e Uruguai); e se concentrando nos mais vulneráveis (na Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, México, Paraguai e Peru).

El País. Edição: Portal Lapa Oeste



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