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Bolsonaro demonstra pânico, diz colunista.






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Foto: reprodução
Mas o que deu na cabeça de Bolsonaro para jogar no ventilador o seu manifesto golpista?

O nome disso é pânico.

A família está com medo da investigação em curso do Ministério Público do Rio.

Resta lançar uma teoria conspiratória para tentar vitaminar o "protesto a favor" marcado para o próximo dia 26. Grupos de extrema-direita pretendem ir às ruas em defesa do governo e de Bolsonaro.




Será, claro!, também um "protesto contra": contra o Congresso, contra o Supremo, contra a imprensa… Contra, em suma, a democracia.

Grupos como o MBL, o Vem Pra Rua e o Nas Ruas já anunciaram que não vão participar. Os dois primeiros apoiaram Bolsonaro no segundo turno; o terceiro esteve com o então candidato do PSL desde o começo e tem a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) como uma de suas expressões.

Então que vai?

Sabe-se lá. Chegaram-me algumas siglas e nomes (de youtubers) que eu não teria como distinguir de um pé de bugalho.




No entorno bolsonarista, há quem acredite que dá para ombrear com os protestos em defesa da educação, que levaram muitos milhares às ruas no dia 15. Com peculiar inteligência, Bolsonaro chamou os manifestantes de "idiotas úteis", "massa de manobra" e "imbecis".

Sim, caso se encostasse a cabeça ao peito dos manifestantes, como diria Ivan Lessa, ouvir-se-ia bater, no mais das vezes, um coração à esquerda e de esquerda… Mas não só. Os atos país afora reuniram as mais diversas colorações ideológicas.

A propósito: quando os liberais terão a coragem de protestar contra as agressões de Bolsonaro a valores elementares da democracia? Sim, protesto de rua também! Mas fica para outra hora.




O fato é que três grupos identificados com a direta, que tiveram um papel relevante nas manifestações em favor do impeachment de Dilma, estão fora da pregação golpista do dia 26. Como eu sei que será pregação golpista? Porque já é. Nas redes sociais, o que se pede de mais modesto é o fechamento do Congresso e do Supremo. Logo alguém se lembra de cobrar a suspensão da investigação das lambanças havidas no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Tudo indica que será um tiro no pé. A ambição é botar mais gente na rua do que "as esquerdas" o fizeram, o que já traduz uma leitura errada dos eventos do último dia 15. Não vai acontecer. A manifestação, se menor, será uma derrota, mesmo que expressiva.

A pregação golpista de agora só terá o condão de ampliar o espaço para a recuperação moral e política da esquerda.




Quem tem Bolsonaro, Carlucho, Ernesto Araújo, Abraham Weintraub, Ricardo Salles, entre outros, não precisa de adversários e inimigos. Já está cercado deles.

Reinaldo Azevedo / UOL



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