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Lapa: empresários cobram Corpo de Bombeiros e distrito industrial, após incêndio em fábrica







O repórter Warlei César conversou com o casal de empresários Roberto Gonzaga e Fernanda Fernandes, proprietários do Empório das Velas, destruído por um incêndio no dia 30 de abril, em Bom Jesus da Lapa. 

A fábrica de velas está situada na rua Remo Pitanga, no bairro São João. O casal relatou que estava realizando viagem comercial em Guanambi, quando recebeu a informação por telefone sobre o incêndio. Eles contam que retornaram imediatamente e quando chegaram o fogo já consumira tudo. Para alívio, foram informados que ninguém se feriu. 

Segundo cálculos iniciais, o incêndio causou prejuízos em torno de 180 mil reais somente em máquinas atingidas pelo fogo, segundo Roberto. “Interrompemos os trabalhos, mas vamos retornar. Tivemos prejuízos com os vizinhos e já estão quase todos reparados. Nós vamos continuar o nosso sonho”, assegurou. 



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Os empresários falaram de forma emocionada sobre a presteza dos vizinhos e amigos que lutaram contra as chamas e evitaram que se propagassem para outros imóveis. No entanto, casas vizinhas foram atingidas, mas os reparos estão quase finalizados. Enalteceram e agradeceram, também, o forte apoio prestado pela brigada de bombeiros civis. 

Os empresários destacam a situação de protagonismo regional ocupada por Bom Jesus da Lapa, que requer atenção especial para a oferta de equipamentos urbanos necessários ao crescimento econômico e social. Reivindicam a instalação dos Corpo de Bombeiros Militares e a criação de um distrito industrial. 

“O Corpo de Bombeiros é de extrema importância. Lapa não é mais uma cidade pequena. Recebe grande quantidade de turistas, principalmente no segundo semestre de cada ano. Tem que se proteger para poder prestar melhores serviços. A cidade tá crescendo muito e devemos nos precaver contra os riscos que corremos. Precisamos nos preparar para enfrentar os incêndios, para o socorro de pessoas... apoio que geralmente o corpo de bombeiros poderia prestar nas romarias, para toda a cidade”, pontuou Roberto Gonzaga. 





Foto: Notícias da Lapa
O empresário disse que a fábrica foi aberta em 2016 e eles atenderam a três romarias, registrando um crescimento anual em torno de 20%. Afirma, ainda, que toda a documentação foi providenciada para que a empresa atuasse de forma legal, comprovando com a exposição de diversos laudos técnicos que liberaram o funcionamento da fábrica de velas. 

“Conseguimos a dispensa de licença ambiental, porque não trabalhamos com mais de 10 mil toneladas, pois somente trabalhamos com cerca de uma 1 tonelada. O Alvará também estava regularizado e a data de pagamento foi justamente no dia do incêndio, por isso, atrasamos o pagamento. Nossa empresa sofreu vistoria de engenheiros da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que avaliou vários aspectos, como a intensidade do barulho”, disse Roberto. 

“Muitas pessoas falam muitas coisas sem ter certeza do assunto. Os comentários podem gerar consequências judiciais para os seus autores. Pessoas falaram nas redes sociais que a nossa empresa não estava regulamentada. Como não... se nós estamos com toda a documentação regularizada? Em Bom Jesus da Lapa são poucas as empresas que possuem toda a documentação exigida por lei, como nós possuímos”, alegou Fernanda Fernandes. 



“Nós começamos com MEI (Microempreendedor Individual) utilizando um subsídio do Sebrae. Depois passamos para o Simples Nacional. Em seguida, utilizamos uma consultoria do Sesi para orientar os nossos trabalhos. Nós não estamos atuando com empresas amadoras, buscamos o que há de melhor no ramo profissional e empresarial. Por que isso pra gente é sério. Nós somos jovens de Bom Jesus da Lapa. Moramos um tempo fora e retornamos para empreender na cidade. Nosso sonho é gerar emprego e renda na nossa cidade. Justamente isso estávamos fazendo. Mas, vamos ressurgir das cinzas e vamos melhorar. Penso que esses acontecimentos servem para melhorarmos. Vamos nos reestruturar e começar de forma ampliada. Apelo para as pessoas tomarem cuidado com o que falam. Estamos tratando de uma empresa regulamentada. Infelizmente, não temos um distrito industrial, por isso nossa fábrica foi instalada em uma local provisório. Para isso, precisamos que as autoridades destinem locais adequados. Pretendemos realizar um grande investimento, seguindo todas as normas técnicas. Precisamos que o poder público defina locais adequadas para os nossos trabalhos”, observou Fernanda.



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