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Alerta! Novo vírus brasileiro de celular pode ler WhatsApp e roubar senha do banco





Malware para celular podia capturar quase tudo do aparelho - Getty Images





Um novo malware brasileiro identificado pela Kaspersky, empresa de segurança cibernética, pode ser capaz de monitorar seu celular em tempo real. Chamado "BRata", o programa malicioso conseguia até ler aplicativos criptografados de mensagem instantânea, como o WhatsApp, e roubar sua senha do banco.
Basicamente, o malware espiona o smartphone da vítima em tempo real, monitorando a tela do dispositivo. Assim, ele conseguiria roubar diversos dados e realizar algumas tarefas, tais como: transações bancárias; leitura de apps criptografados; roubar emails; acessar mensagens instantâneas, localizações e histórico de navegação; acessar senhas e logins, como do internet banking



O malware era tão grave que era possível até mesmo espionar a vítima ativando a câmera e o microfone do celular. O 'BRata' ainda conseguia escurecer a tela do smartphone da pessoa afetada para ocultar as ações do hacker. Por meio de serviços de acessibilidade, ele conseguia até interagir com outros apps instalados no dispositivo.
O trojan foi detectado pela primeira vez em janeiro de 2019, hospedado na Google Play, loja oficial de aplicativos para Android. Ele também foi encontrado em lojas de aplicativos Android não-oficiais. Essa detecção mostra o poder global do crime online.



"Antes, o privilégio dos ataques móveis era limitado a alguns grupos especializados. Porém, hoje praticamente qualquer pessoa tem acesso a eles, pois o malware é comercializado no mercado clandestino por R$ 3 mil e negociado com outros criminosos em troca de serviços ou outros malware", afirma Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe de Análise e Pesquisa Global da Kaspersky na América Latina.
De acordo com a Kaspersky, o malware poderia afetar sistemas com o Android Lollipop 5.0 ou posteriores. Para afetar usuários, os cibercriminosos utilizavam vetores como notificações push em sites comprometidos e mensagens entregues pelo WhatsApp ou SMS.



O malware também foi identificado disfarçado como uma correção de vulnerabilidade que foi usada em ataques contra o WhatsApp lançados em junho - a falsa correção chegou a atingir mais de 10 mil downloads na Google Play, alcançando mais de 500 vítimas por dia, antes de ser removida pelo Google.

Como se proteger

A Kaspersky fez algumas recomendações para evitar ser alvo deste malware ou de outros do tipo: (clique aqui)

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