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Pré-vestibular comunitário em laje na Maré aprova todos os estudantes em universidades públicas








Por: Carta Capital

Agosto de 2018: três jovens professores cariocas fundam um pré-vestibular comunitário para estudantes do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Agosto de 2019: o UniFavela, como foi chamado o curso, já colhe frutos: todos os alunos da primeira turma passaram para universidades públicas do RJ.




A base do sucesso foi uma mesa-estante de tijolos e um pequeno quadro doado em uma sala de aula improvisada na laje da casa de um dos estudantes.

Laerte Breno, Daniele Figueiredo e Letícia Maia começaram, segundo informações do G1, a ajudar estudantes meses antes, como monitores, em uma biblioteca da comunidade. No entanto, a iniciativa se ampliou e se tornou o UniFavela.

Cristian Gomes, de 21 anos, morador que concedeu a laje, foi um dos aprovados pelo UniFavela. O jovem, que atualmente cursa administração na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), relatou que não hesitou em doar o espaço quando ficou sabendo que as aulas poderiam ser encerradas.




“A gente queria continuar estudando com eles. E já que a gente estava sem um local, coloquei panos nas mesas, pus cadeiras e adaptei a laje da minha casa”, relembrou o jovem.

Os fundadores do projeto também são moradores da Maré. Laerte, de 24 anos, cursa letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Daniele, 24 anos, graduanda de história na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ambos apostam no ensino não linear para passar os conteúdos aos estudantes.

A iniciativa, contou Laerte, começou despretensiosamente. No entanto, foi necessário ter um quadro maior de voluntários. É por meio das redes sociais que o grupo divulga as ações e também recebe novos professores que querem ajudar com o curso. 




“Não foi uma ação planejada. Por coincidência, eu estava nessa biblioteca e uma amiga me pediu ajuda com linguagem para a prova da Uerj. Depois, ela apareceu com mais amigos e eu pensei que também poderia conseguir mais professores”, ressaltou Laerte, que optou pela licenciatura para gerar retorno educacional à comunidade.

A estudante de história da UFRJ Letícia Maia também começou a dar aulas no UniFavela a convite de Laerte. Com a organização de saraus, oficinas de arte e cultura, o grupo conseguiu expandir a ação social para fora da sala de aula, e passou a arrecadar doações para moradores em situação de vulnerabilidade da Maré.


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