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Preocupante! A resistência de bactéria a antibióticos dobrou nos últimos 20 anos







Por: Revista Galileu

A resistência a antibióticos usados ​​no tratamento de infecções estomacais dobrou nos últimos 20 anos, segundo uma pesquisa do bacteriologista Francis Megraud, da Universidade de Bordeaux, na França. O estudo foi apresentado na UEG Week, evento sobre gastroenterologia que reúne 14 mil estudiosos anualmente e ocorre na Europa.




Megraud analisou as informações de 1232 pacientes de 18 países europeus para realizar a pesquisa. Sua investigação focou na resistência das pessoas a antibióticos receitados para combater infecções causadas pela bactéria Helicobacter pylori, a famosa H. Pylori, associada a úlcera, linfoma e câncer gástrico.

A resistência a antibióticos ocorre quando as bactérias desenvolvem a capacidade de sobreviver à sua ação. Isso é um problema não só porque o medicamento deixa de fazer efeito, mas também porque o paciente precisa ser exposto a uma droga mais "potente", que o microrganismo não consiga vencer.




Em escala global e a longo prazo, a preocupação é que, gradualmente, as bactérias estão se tornando cada vez mais resistentes e poderoas. Estima-se que mais de 750 mil pessoas morrem todos os anos porque certos antibióticos não fazem mais efeito. E contando.

De acordo com a pesquisa de Megraud, a resistência à claritromicina, droga comum no combate à H. Pylori, aumentou de 9,9%, em 1998, para 21,6%, em 2018. "Com os índices de resistência a antibióticos (..) aumentando a uma taxa alarmante de quase 1% ao ano, as opções de tratamento para a H. pylori se tornarão progressivamente limitadas e ineficazes se novas estratégias de tratamento permanecerem pouco desenvolvidas", disse o especialista, em comunicado à imprensa.




Além de infecções, essa bactéria causa outras doenças, como inflamações estomacais e gastrites — que, segundo os cientistas, estão presentes em metade da população mundial. "A crescente resistência de H. pylori a vários antibióticos comumente usados ​​pode comprometer as estratégias de prevenção [dos males que resultam das infecções]", comentou Mário Dinis-Ribeiro, presidente da Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal.

A pesquisa também indicou que as taxas de resistência à claritromicina eram mais altas em alguns países e regiões, como o sul da Itália (39,9%), a Croácia (34,6) e a Grécia (30%). De acordo com os especialistas, nesses locais houve um consumo excessivo de antibióticos, utilizados para tratar condições como como gripes e resfriados. Além disso, os estudiosos acreditam que falta educar a população e criar uma estratégia de contenção ao uso desses medicamentos.




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