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Atendimento do Samu relacionado a suicídio cresce durante a pandemia




Suicidio; depressão - iStock

Por: Leonardo Sakamoto / UOL

O atendimento a casos de suicídio e de tentativa de suicídio aumentou com a pandemia de coronavírus. Essa é a avaliação dos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na capital paulista de acordo com Francis Fujii, seu diretor médico.




Mesmo que já fosse esperado um crescimento nesse tipo de chamado, devido à incerteza trazida pela covid-19 e à solidão favorecida pelo isolamento social, a situação não deixa de preocupar. Especialistas ouvidos lembram, contudo, que distanciamento físico não significa manter silêncio. Ainda mais na era dos aplicativos.

Apesar do Samu não contar com estatísticas sobre o tema, a avaliação de socorristas da capital é confirmada por outras bases do serviço, ouvidas pelo UOL, no litoral e no interior do estado. A reportagem solicitou dados à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, via Lei de Acesso à Informação, e aguarda resposta.

O risco de suicídio em uma sociedade sob estresse não é problema de rico, ao contrário do que o equivocado senso comum aponta. "Aqui os casos atingiram principalmente pessoas de classes C e D", afirma um dos socorristas que constatou o aumento da incidência desses atendimentos no litoral.




"Temos ouvido muito sobre a falta de diálogo dentro de casa, situação aprofundada pela crise, com famílias sendo obrigadas a conviver o tempo todo, muitas vezes em residências muito pequenas", avalia.

Uma análise publicada no Journal of the American Medical Association - Psychiatry, em abril, nos Estados Unidos, trata dos efeitos colaterais das necessárias medidas de isolamento e distanciamento social por conta da covid-19 que podem aumentar o risco de suicídio.

"Mortalidade por suicídio e Covid-19 - uma tempestade perfeita?" aponta, entre eles, o estresse econômico e a incerteza sobre a própria subsistência; a solidão e a desconexão social; a dificuldade no tratamento da saúde mental devido à sobrecarga do sistema pelos pacientes da pandemia; o medo diante de doenças pré-existentes; e o aumento na ansiedade diante da doença.




Mas também traz formas de prevenção, lembrando que distanciamento físico não precisa significar suspensão de contatos, e que a conexão social deve ser mantida através de vários meios - do telefone a aplicativos de vídeo. Também sugerem o acompanhamento por teleconferência por parte de profissionais de saúde mental, (Artigo completo)




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