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Jornalistas arriscam a vida na crise do coronavírus em meio a demissões, cortes de salário e agressões do presidente




“Cala a boca, não perguntei nada!”, esbravejou o presidente Jair Bolsonaro a uma repórter do jornal O Estado de S. Paulo, o Estadão, na manhã da terça-feira (5). Para muitos, a atitude foi uma das cenas mais violentas propagadas por um chefe de Estado contra profissionais de imprensa no Brasil desde a ditadura militar.

O ataque ocorreu dois dias após apoiadores do governo terem agredido e ameaçado jornalistas em um ato realizado em frente ao Palácio do Planalto, no domingo (3), data que celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Na ocasião, o fotojornalista Dida Sampaio, funcionário do Estadão, foi derrubado por um grupo de manifestantes por duas vezes, chutado pelas costas e socado no estômago. Marcos Pereira, motorista do jornal, também foi agredido no mesmo dia, assim como outros profissionais da imprensa, funcionários do jornal Folha de S.Paulo e do site Poder360. No dia anterior, o cinegrafista da TV Record Robson Willian da Silva já havia sido agredido por manifestantes bolsonaristas, em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba.

Foto: Twitter



Os episódios de violência geraram campanhas de entidades e sindicatos, além de editoriais pedindo respeito aos profissionais da imprensa, essenciais na cobertura da atual crise da Covid-19. Mas as violações dos direitos da categoria durante a pandemia não se resumem às perseguições por Bolsonaro e seu séquito. No front da batalha contra a desinformação, jornalistas, cinegrafistas e radialistas enfrentam condições de trabalho difíceis, ditadas pelo risco de contágio e pelo isolamento social e, ainda, suspensões de contratos e cortes de salário em todo o Brasil.

Pelo menos quatro profissionais da imprensa já morreram por causa do coronavírus. Na sede do SBT do Rio de Janeiro, o editor de imagens José Augusto Nascimento faleceu no dia 13 de abril e o operador de câmera Robson Thiago Mesquita, na terça-feira seguinte (21). A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) estima que, dos 75 profissionais que trabalham na emissora no Rio, pelo menos metade está infectada.




A Covid-19 vitimou também um dos jornalistas mais conhecidos do Maranhão, Roberto Fernandes, de 61 anos, funcionário da TV Mirante, afiliada da Rede Globo, no dia 22 de abril. Ele atuava como comentarista de política do jornal Bom dia Mirante e comandava, há duas décadas, o programa Ponto Final, da Rádio Mirante AM.

No dia 30 de abril, o radialista Luiz Marcello de Menezes Bittencourt foi vítima da doença. Ele trabalhava havia 35 anos na Rádio USP, onde produzia o programa semanal Biblioteca Sonora, falando sobre livros e escritores. No dia 17 de março Bittencourt passou mal na rádio, sentindo cansaço e respiração pesada, e foi levado ao Hospital Universitário da própria Universidade de São Paulo. Quando seu quadro piorou, foi transferido para o Hospital das Clínicas, onde faleceu, aos 68 anos. (Reportagem completa)




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